
“Rally” mundial de ações sofre travão. Ásia recua à espera de acordo O “rally” mundial registado na sessão anterior parece hoje sofrer um travão, numa altura em que os investidores parecem estar mais cautelosos perante os resultados das “megacaps” durante a semana, bem como as decisões de política monetária da Reserva Federal esta quarta-feira e do Banco Central Europeu, no dia seguinte. O banco central norte-americano deverá cortar as taxas de juro em 25 pontos-base, mas o europeu deverá manter as taxas inalteradas pela segunda vez consecutiva. O índice que agrega as principais bolsas asiáticas tombou 0,5%. No Japão, o Topix cai 1,18% para 3.285,87 pontos e o Nikkei 225 perde 0,58% para 50.219,18 pontos, numa sessão em que o iene também perde face ao dólar. Na China, o Shanghai Composite cedeu 0,22% para 3.988,22 pontos e o Hang Seng, em Hong Kong, perdeu 0,61% para 29.273,72 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,8% para 4.010,41 pontos. Na segunda-feira, as bolsas mundiais atingiram um novo recorde, à boleia do acordo comercial “preliminar” assinado entre as duas maiores economias do mundo – os EUA e a China. Na quinta-feira, Donald Trump e Xi Jinping vão encontrar-se numa cimeira na Coreia do Sul, onde, ao que tudo aponta, deverão finalizar os detalhes deste acordo, que deverá envolver questões como as tarifas e a retoma da compra de soja norte-americana pela economia chinesa. “O que esperamos é algum acordo com números concretos”, afirmou Lorraine Tan, da Morningstar, numa entrevista à Bloomberg TV. “Continuamos céticos quanto ao facto de que esperamos riscos elevados decorrentes das tarifas e da geopolítica – não há como escapar disso”, acrescentou. A diminuição das tensões comerciais ajudou a impulsionar uma recuperação do mercado de ações. Ao mesmo tempo, as empresas americanas saíram, até agora, praticamente ilesas das tarifas, já que protegeram as margens através de aumentos de preços e cortes de custos. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 500 caem 0,1%.
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