O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força da oposição no país, solicitou maior rigor e honestidade nas negociações do Diálogo Nacional Inclusivo, um processo que visa promover a estabilidade política e impulsionar o desenvolvimento económico de Moçambique. O apelo foi feito pelo chefe da bancada do MDM na Assembleia da República (AR), Fernando Bismarque, durante a cerimónia de abertura da 2ª sessão ordinária da AR, que decorre na 10ª legislatura. Bismarque expressou a sua satisfação pela participação inédita de todos os sete partidos com assento na AR, além de representantes de assembleias provinciais e municipais, bem como de organizações da sociedade civil. Este facto, conforme destacou, simboliza um compromisso pela inclusão. “Seremos todos responsáveis ​​pelos resultados do Diálogo Nacional, que pela primeira vez conta com a participação do MDM e de mais partidos políticos e a sociedade civil”, afirmou Bismarque. Ele salientou que o Diálogo deve ser considerado como uma oportunidade crucial para reconstruir a confiança perdida, promovendo reformas significativas na Constituição, no sistema de governação, na legislação eleitoral, na governação descentralizada e na política fiscal. Bismarque também enfatizou a importância do Diálogo Nacional Inclusivo para assentar as bases de uma verdadeira unidade nacional, que proporcione felicidade ao povo moçambicano. O compromisso político estabelecido por sete partidos, segundo o líder do MDM, não deve ser apenas uma manobra política. É essencial, segundo defendeu, que as lideranças políticas assumam as suas responsabilidades, permitindo que as soluções provenientes da auscultação pública realizada em Setembro ajudem a recuperar a confiança do povo nas instituições. O dirigente referiu ainda à necessidade de renovar o compromisso com a juventude moçambicana, reconhecida como a força propulsora das mudanças e do desenvolvimento do país. “Um país que exclui e não investe na juventude está condenado ao fracasso”, sublinhou, defendendo que “fazer coisas diferentes para obter resultados diferentes deve basear-se na promoção de políticas de habitação, emprego e educação”. A 2ª sessão ordinária da Assembleia da República está programada para encerrar a 18 de Dezembro próximo.

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