
Ações asiáticas em máximos históricos com acordo comercial “preliminar” entre China e EUA
O acordo comercial entre China e os EUA, ainda que “preliminar” está a colocar as ações mundiais de volta ao “rally”. Esta segunda-feira, o MSCI que agrega este índice chegou a subir 0,3% para 4.378,45 pontos, o nível mais elevado de sempre. A primeira reação ao acordo entre as duas maiores economias do mundo surge no continente asiático, com as bolsas japonesas, chinesas e sul-coreanas a negociar em recordes.
A China anunciou no domingo ter chegado a um “acordo preliminar” com os EUA nas negociações comerciais, após dois dias de conversações na capital da Malásia. Scott Bessent, o secretário do Tesouro norte-americano, disse que o país asiático considera adiar restrições à exportação de terras raras após o acordo, o que poderá resultar no desanuviamento das tensões geopolíticas que têm afetados mercados.
Os investidores aguardam agora pelo encontro entre os líderes dos dois países, Donald Trump e Xi Jinping, esta quinta-feira, na esperança de que o acordo iniciado este fim-de-semana possa ser limado e finalizado. Com o alívio das tensões comerciais e da incerteza, o apetite pelo risco está de volta.
No Japão, a bolsa de Tóquio encaminha-se para fechar o melhor mês em 30 anos. Esta segunda-feira, o Topix subia quase 2% para 3.328,93 pontos, enquanto o Nikkei 225 chegou a disparar quase 3% para 50.549,60 pontos – ambos em recordes e a primeira vez que o Nikkei passa os 50 mil pontos. Na China, o Shangai Composite soma 1,18% para 3.999,07 pontos, um novo máximo histórico. Já o Hang Seng, em Hong Kong, sobe 1% para 26.427,96 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi ganha 2,57% para o maior nível de sempre, nos 4.042,83 pontos.
“Os investidores vão querer ver a confirmação de que o acordo comercial se mantém e que os sinais de estímulo e reforma da China se traduzem num impulso de crescimento tangível”, disse Charu Chanana, estratega de investimentos da Saxo, à Reuters.
Na Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 sobem 0,5%. O foco dos investidores esta semana estará também nas reuniões dos bancos centrais do Japão, Canadá, Europa e EUA. Enquanto o Banco Central Europeu e o Banco do Japão deverão manter os juros inalterados, tudo aponta para que a Reserva Federal corte a taxa em 25 pontos-base.
Além disso, o momento mais movimentado da “earnings season” está a chegar nos EUA, com resultados trimestrais das “megacaps” Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon e Meta a chegarem esta semana – contas estas que deverão ditar o sentimento do mercado, sobretudo do setor tecnológico.
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