advertisemen tA Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considerou nesta sexta-feira (24) que a retirada do País da “lista cinzenta” internacional de branqueamento de capitais representa um “ganho substancial” para a economia de Moçambique, além de melhorar a confiança dos investidores, informou a Lusa. “A saída de Moçambique da lista cinzenta representa um ganho substancial para a economia nacional, com efeitos directos na melhoria da confiança dos investidores, na redução do risco do País e no aumento da atractividade como destino de investimento”, afirmou Onório Manuel, vice-presidente da CTA, a maior associação empresarial moçambicana. A plenária do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) proclamou nesta sexta-feira, em Paris, França, a saída de Moçambique da “lista cinzenta” internacional de branqueamento de capitais, três anos após a inclusão.advertisement “Confirmadíssimo. Na manhã desta sexta-feira, a plenária do GAFI, por voto unânime de todas as organizações e países, retirou Moçambique da lista cinzenta”, afirmou o coordenador nacional para a Remoção de Moçambique daquela lista, Luís Abel Cezerilo, acrescentando que a decisão de saída foi aprovada com a recomendação de o País “trabalhar” na “melhoria do mapeamento de risco”. Segundo a CTA, a decisão do GAFI resulta de reformas estruturais implementadas pelo Governo, em colaboração com o sector privado, e também representa um marco histórico para a “credibilidade financeira e reputacional” de Moçambique. “Esta conquista traduz o reconhecimento internacional dos progressos assinaláveis que Moçambique alcançou no reforço dos mecanismos de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento ao terrorismo, após um processo intenso de reformas implementadas entre 2022 e 2025”, destacou Onório Manuel. Os empresários moçambicanos esperam ainda que a saída do País da “lista cinzenta” reforce a credibilidade internacional e imagem de Moçambique, facilite as transacções financeiras internacionais, reduza os custos de financiamento externo, estimule a cooperação internacional e permita uma maior atractividade para investimento privado. “A CTA reconhece que, embora esta seja uma vitória colectiva, o GAFI recomendou que o País mantenha o ritmo de reformas, reforçando o mapeamento de riscos e a coordenação institucional”, assinalou o vice-presidente. A confederação reafirmou o seu compromisso em colaborar com o Governo e parceiros internacionais para garantir que o País consolide a posição e transforme a decisão do GAFI em “resultados tangíveis” para os empresários e para a economia nacional. “Para o sector privado, esta conquista deve ser usada estrategicamente em iniciativas de branding nacional, promoção de parcerias económicas e atracção de investimentos, fortalecendo a confiança na economia moçambicana e o posicionamento do País como um destino seguro e competitivo para negócios”, concluiu o vice-presidente da CTA. Os empresários moçambicanos esperam ainda que a saída do País da “lista cinzenta” reforce a credibilidade internacional e imagem de Moçambique, facilite as transacções financeiras internacionais, reduza os custos de financiamento externo, estimule a cooperação internacional e permita uma maior atractividade para investimento privado Moçambique integrava desde 2022 a “lista cinzenta” internacional de branqueamento de capitais do GAFI, mas o Governo anunciou em meados deste ano que já cumpria todas as recomendações para a sua retirada e que o objectivo era assegurar, após a retirada, a manutenção desse estatuto em próximas avaliações. “No quadro dos esforços para a remoção de Moçambique da lista cinzenta, o País já cumpriu as 26 acções do plano do GAFI, o que levou esta instituição a reconhecer a capacidade das nossas instituições em prevenir e combater crimes de branqueamento de capitais e de financiamento de terrorismo”, declarou a 16 de Junho último a ministra das Finanças, Carla Loveira, que acompanhou nesta sexta-feira (24), em Paris, a plenária do GAFI. Moçambique recebeu em Setembro uma visita de elementos do organismo, etapa então descrita como essencial para o processo de remoção do País da “lista cinzenta”.
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