advertisemen tA Blue Forest, especializada em projectos de carbono azul, anunciou nesta sexta-feira (24), estar a plantar cerca de 40 milhões de árvores de mangal, num investimento de cinco milhões de dólares no centro do País. De acordo com a Lusa, a informação foi avançada pelo director nacional da empresa Blue Forest, Jorge Mafuca, que falava durante um workshop sobre o carbono azul, em Maputo. Segundo o responsável, o projecto MozBlue está a decorrer na província de Zambézia. “Nesta altura, estamos activamente envolvidos na implementação da primeira fase”, avançou.advertisement Mafuca adiantou que, na sua primeira fase, o projecto, aprovado em Setembro do ano passado pelo Governo, vai abranger dois dos oito distritos previstos daquela província do centro do País. “Os dois primeiros distritos de intervenção deste projecto são Quelimane e Namacurra, e nestas regiões a intenção é abranger, é restaurar 5116 hectares e implantar, aproximadamente, 40 milhões de plantas de mangal, com um financiamento mínimo de cinco milhões de dólares”, explicou. Sem avançar a data do fim da primeira etapa, Mafuca descreveu que o processo de implementação deste projecto começa com “actividades preparatórias”, permitindo a delimitação de terras comunitárias, envolvimento comunitário e negociação dos acordos de terras de mangal, que são realizados entre a empresa e as comunidades. “Para podermos ter uma base de trabalho para as populações, é preciso que as mesmas tenham a certificação de que elas são donas da terra. E é por causa disso que decorre o processo de delimitação de terras comunitárias, que depois eventualmente resulta na emissão de certificados de posse de terra, que são emitidos para as diferentes comunidades”, frisou. De acordo com a Blue Forest, até Agosto, pelo menos 1200 hectares já tinham sido restaurados e 2,3 milhões de árvores plantadas. “Só que isto é plantio. De plantio para o sucesso há alguma distância (…) Passados ​​seis meses, fizemos um exercício de validação da área de plantio, e encontrámos taxas de sobrevivência das espécies que foram plantadas, variando de espécie para espécie”, avançou. Para o responsável, um dos grandes problemas é que as áreas de mangal em restauração foram degradadas por “razões antropogénicas”, onde as comunidades cortam o mangal por necessidades sociais e económicas. “Então, uma das principais actividades, além do plantio, é realmente implementar programas sociais que sejam alternativas ao uso sustentável do mangal”, acrescentou. Maior projecto de restauração de mangais em África já em Moçambique O Governo aprovou, em Setembro de 2024, um projecto para plantar 200 milhões de árvores de mangal no País nos próximos 60 anos, e a iniciativa arrancou em Novembro, conforme anunciou na altura o promotor. “Vamos começar a plantar o primeiro dos 200 milhões de mangais em Quelimane, na Zambézia, em Novembro, em linha com o início da época das chuvas em Moçambique”, salientou anteriormente o fundador e director-executivo da Blue Forest, Vahid Fotuhi. O projecto é a maior concessão de mangais em África, acrescentou a empresa, num comunicado, assinalando que obteve a licença necessária do Governo após dois anos e meio de estudos de viabilidade. O vasto ecossistema de mangais ao longo de cerca de 2000 quilómetros da costa de Moçambique tem sido danificado por ciclones e inundações, bem como pelo abate de árvores e desflorestação, mas, nos próximos 60 anos, o projecto MozBlue deverá permitir a captura de 20,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), contribuindo para os esforços de redução das alterações climáticas, assegurou Fotuhi.

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