a d v e r t i s e m e n tA plenária do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) proclamou hoje, sexta-feira, 24 de Outubro, em Paris (França), a saída de Moçambique da “lista cinzenta” internacional de branqueamento de capitais, três anos após a sua inclusão.

“Confirmadíssimo. Às 9h30 de hoje, a plenária do GAFI, por voto unânime de todas as organizações e países, retirou Moçambique da ‘lista cinzenta’”, confirmou o director-geral adjunto do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), Luís Abel Cezerilo, citado pela Lusa.

O responsável acrescentou que a decisão foi aprovada com a recomendação de o País continuar a trabalhar na melhoria do mapeamento de risco. “A saída está feita. Já está proclamada. Saíram hoje Moçambique, África do Sul e Burkina Faso”, detalhou.a d v e r t i s e m e n t

Moçambique entrou a 22 de Outubro de 2022 na “lista cinzenta” do GAFI, por não ter eliminado as deficiências na luta contra o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

Em Junho, a ministra das Finanças, Carla Louveira, revelou que no quadro dos esforços para a remoção do País da “lista cinzenta”, já tinham sido cumpridas as 26 acções recomendadas que constavam do plano do GAFI, “o que levou esta entidade a reconhecer a capacidade das nossas instituições em prevenir e combater crimes de branqueamento de capitais e de financiamento de terrorismo.”

“O Conselho de Ministros do GAFI aprovou a realização da visita ‘on-site’ para os dias 8 a 9 de Setembro, etapa essencial para o processo de remoção da “lista cinzenta” de Moçambique. No mesmo âmbito, aprovou-se igualmente a realização em Maputo da reunião ‘face to face’ de 8 a 11 de Setembro, na qual o Grupo de Revisão da Cooperação Internacional (ICRG) vai avaliar os países que se encontram naquela lista”, descreveu.

Na altura, Louveira sustentou que a marcação da reunião do ICRG em Moçambique representava o reconhecimento de que o País está a implementar um sistema sustentável de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

O ICRG é um mecanismo do GAFI para identificar e monitorizar países com deficiências estratégicas nas suas estruturas de combate ao branqueamento de dinheiro e financiamento ao terrorismo, avaliando também o progresso desses países. Pode recomendar a inclusão em listas de vigilância, como a “lista cinzenta” do GAFI, caso as deficiências não sejam corrigidas. 

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