Encontro entre Trump e Xi leva Ásia a máximos com ajuda das tecnológicas Os principais índices asiáticos registaram ganhos na última sessão da semana, impulsionados pela confirmação de que o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping irá mesmo acontecer na próxima semana na Coreia do Sul. Os investidores parecem confiantes de que uma reunião entre os líderes das duas maiores economias mundiais poderá levar a um entendimento comercial entre as duas potências. Pela Europa, os futuros apontam para uma abertura no verde, com o Eurostoxx 50 a avançar cerca de 0,20% a esta hora. Pelo Japão, o Nikkei subiu 1,43% e fechou em máximos, com o Topix a valorizar 0,52% e a registar igualmente um novo recorde de fecho. Também o sul-coreano Kospi registou um novo máximo de fecho, depois de pular 2,56%. Na China, a situação foi idêntica, com os principais índices a atingirem novos recordes de fecho de sessão. O Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,62% e o Shanghai Composite ganhou 0,63%. O índice regional MSCI Ásia-Pacífico subiu cerca de 0,4%, retomando a forte recuperação deste ano, que já elevou o índice a níveis recorde. As tecnológicas estiveram entre os principais catalisadores dos ganhos de hoje, destacando-se a fabricante de “chips” sul-coreana SK Hynix, que fechou a sessão a valorizar mais de 6%. Também pela China as cotadas ligadas à área dos semicondutores lideraram os ganhos, devido à renovada aposta do país em atingir a autossuficiência tecnológica – de acordo com o novo plano económico quinquenal da China. A subida dos principais índices da região foi apoiada por um anúncio da Casa Branca de que o Presidente Trump se reunirá com o seu homólogo chinês Xi Jinping, após o recente agravamento das tensões comerciais. Os dois líderes conversarão na próxima quinta-feira, dia 30 de outubro, à margem da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul. Esta será a primeira reunião cara a cara entre os dois líderes desde que Trump voltou ao poder. “A confirmação de um encontro entre Xi e Trump deu aos mercados um motivo claro para uma recuperação de alívio hoje”, disse à Bloomberg Hebe Chen, da Vantage Markets. E acrescenta: “Não por causa das esperanças de relações mais cordiais entre os EUA e a China no futuro, mas pela percepção de que qualquer progresso é melhor do que um impasse, e que um novo acordo antes do prazo da trégua parece agora mais viável”. Por agora, os investidores viram atenções para um relatório sobre a inflação nos EUA, que foi adiado e será divulgado nesta sexta-feira, à medida que prossegue o “shutdown” do Governo Federal norte-americano.

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