Um grupo de cientistas desenvolveu um novo tipo de plástico biodegradável feito de bambu que combina resistência mecânica com rápida degradação no solo, oferecendo uma alternativa viável e sustentável aos plásticos convencionais. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Produzido utilizando um método inovador, este bioplástico tem características semelhantes às dos plásticos à base de petróleo, tais como resistência, estabilidade térmica e moldabilidade. No entanto, destaca-se pelo facto de ser totalmente biodegradável no solo em apenas 50 dias.

Os plásticos de base biológica, como os compostos de bambu, têm sido apresentados como alternativas promissoras aos plásticos tradicionais. No entanto, a sua utilização em grande escala tem sido dificultada pelas suas propriedades mecânicas deficientes, que limitam a sua aplicação em contextos exigentes, como a construção ou a indústria. Além disso, muitos destes plásticos utilizam fibras de bambu imersas em resinas sintéticas, o que impede a sua degradação total e compromete o seu potencial de sustentabilidade.a d v e r t i s e m e n t

A equipa liderada por Haipeng Yu e Dawei Zhao propôs um novo processo não tóxico baseado em solventes alcoólicos que dissolve a celulose do bambu até ao nível molecular. Esta celulose é então reorganizada de forma controlada, criando uma estrutura plástica robusta. Durante este processo, a celulose sofre modificações químicas que facilitam a formação de uma rede molecular sólida durante a regeneração do material.

Um dos aspectos mais promissores deste novo plástico é a sua capacidade de se degradar completamente no solo natural em menos de dois meses, algo raro entre os materiais plásticos de alta resistência

O plástico de bambu foi comparado com vários plásticos comerciais amplamente utilizados, como o ácido polilático (PLA) e o poliestireno de alto impacto (HIPS). Os resultados revelaram uma resistência à tracção de 110 megapascais e uma energia de fractura de 80 kJ/m³, superando tanto os plásticos convencionais quanto os bioplásticos existentes.

Além das suas propriedades mecânicas, o novo material demonstrou excelente estabilidade térmica e moldabilidade, posicionando-se como uma alternativa credível para utilização industrial.

Um dos aspectos mais promissores deste novo plástico é a sua capacidade de se degradar completamente no solo natural em menos de dois meses, algo raro entre os materiais plásticos de alta resistência. Alternativamente, pode ser reciclado num ciclo fechado — sendo reutilizado para produzir novos produtos semelhantes — enquanto mantém 90% da sua resistência original.

Esta inovação pode representar um passo importante na procura por soluções sustentáveis para o problema global da poluição por plásticos, oferecendo uma alternativa funcional e ecológica aos plásticos à base de petróleo.

Fonte: Green Savers

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