advertisemen tDo mais recente aumento do combustível no Egipto à escalada do preço na Nigéria, que atingiu 0,67 dólares por litro, o custo da energia volta a pôr à prova a resiliência económica de alguns países africanos. Filas longas nos postos de abastecimento, tarifas de transporte mais elevadas e a subida dos preços dos alimentos tornaram-se lembretes quotidianos de que, quando o preço do petróleo aumenta, todos os sectores sofrem. Um exemplo recente do aumento dos custos energéticos verifica-se no Egipto. O país do Norte de África anunciou, no princípio de Outubro, uma nova vaga de aumentos dos preços dos combustíveis – a segunda do ano – como parte das medidas para aliviar a crescente pressão fiscal. O preço do gasóleo subiu de 15,50 para 17,50 libras egípcias por litro, enquanto a gasolina de 92 octanas passou para 19,25 libras e a de 95 octanas para 21 libras por litro. A situação na Nigéria, o maior produtor de petróleo de África, não é menos tensa. Apesar das declarações da maior refinaria do continente, que afirmou possuir mais de 310 milhões de litros de gasolina em reserva, os preços nas bombas aumentaram substancialmente nas últimas semanas, aproximando-se dos mil nairas (0,67 dólares) por litro em vários estados. O Governo atribuiu a medida às oscilações do mercado energético mundial e à necessidade de reduzir as despesas com subsídios, mas o impacto foi imediato. As empresas de transporte aumentaram as tarifas, os custos de entrega subiram e a inflação – já elevada – deverá aumentar ainda mais. A crise do combustível na Nigéria Embora Nigéria e Egipto enfrentem problemas específicos, as suas experiências reflectem uma tendência continental mais ampla: a vulnerabilidade de África perante a volatilidade global da energia e os aumentos decorrentes de tendências de mercado aparentemente insignificantes. Os operadores de transporte público aumentam as tarifas, obrigando os passageiros a gastar uma maior parte do seu rendimento nas deslocações diárias. Os agricultores enfrentam despesas acrescidas no transporte das colheitas até aos mercados, o que se traduz em alimentos mais caros. As empresas que dependem de geradores, devido à instabilidade no fornecimento de energia eléctrica, lutam para manter as suas operações. Tanto em Lagos como no Cairo, comerciantes reduzem o horário de funcionamento, os serviços de entrega aumentam os preços e a mobilidade urbana é definida mais pela necessidade do que pela escolha. Abaixo, a tabela com os países africanos com os preços de combustível mais altos em Outubro de 2025, segundo dados do Global Petrol Prices. Para milhões de africanos, as repercussões do aumento dos preços da energia vão muito além dos indicadores macroeconómicos. Pela primeira vez desde o início do ano, a República Centro-Africana não ocupa o primeiro lugar da lista. Em comparação com os preços do mês anterior – quando o custo médio mundial do combustível era de 1,31 dólar por litro -, neste mês os preços na República Centro-Africana, Senegal, Burkina Faso, Camarões, Costa do Marfim e Uganda registaram uma redução. Maláui foi o único país a apresentar aumento do preço do combustível em Outubro, tendo em conta a média global actual de 1,29 dólar por litro. Os preços do combustível no Zimbabué e no Quénia mantiveram-se inalterados, enquanto as Seicheles ultrapassaram Marrocos no ranking do mês. Fonte: Business Insider Africa

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