advertisemen tOs profissionais que trabalham para avaliar e gerir os impactos financeiros de eventos futuros incertos (actuários) sul-africanos lançaram o primeiro índice climático específico do país, numa altura em que peritos procuram gerir os riscos e prejuízos provocados pela crescente frequência de secas, incêndios, inundações e outros fenómenos meteorológicos extremos. O novo índice de utilização gratuita, segundo a publicação da Bloomberg, foi desenvolvido para a Sociedade Actuarial da África do Sul e é actualizado trimestralmente. Permite aos utilizadores medir a frequência de determinados fenómenos meteorológicos extremos em comparação com um período de base de 30 anos, que vai de 1 de Janeiro de 1991 a 31 de Dezembro de 2020. “Qualquer pessoa interessada em analisar e comparar diferentes conjuntos de dados beneficiará do uso do índice, que oferece aos utilizadores uma visão das tendências climáticas em toda África do Sul e dos seus possíveis impactos sobre diversos sectores”, afirmou o professor Rendani Mbuvha, actuário e principal responsável pelo desenvolvimento do índice. Durante a fase de testes, o histórico de perdas de duas grandes seguradoras de curto prazo foi comparado com os dados fornecidos pelo índice, mostrando uma correlação directa entre os eventos de perda e os padrões meteorológicos extremos, de acordo com Mbuvha. Os utilizadores do índice poderão acompanhar a ocorrência de temperaturas anormalmente altas e baixas, períodos de precipitação excessiva, bem como a severidade e duração de períodos de seca, remontando até Janeiro de 1981. A ambição de Mbuvha é expandir o índice para incluir cenários preditivos e uma cobertura geográfica mais ampla noutros países africanos. “Esperamos que este se torne uma ferramenta amplamente utilizada para apoiar decisões conscientes das alterações climáticas em diferentes seguradoras e instituições financeiras, e talvez até fora dos serviços financeiros”, concluiu.
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