advertisemen tA agência de notação financeira Fitch Ratings espera que o Tesouro Nacional da África do Sul reduza formalmente a meta de inflação do país para 3% no próximo mês, após a aprovação da adopção deste objectivo pelo banco central em Julho. O anúncio está previsto para quando o ministro das Finanças, Enoch Godongwana, apresentar a Declaração de Política Orçamental de Médio Prazo, em 12 de Novembro, de acordo com Thomas Garreau, director de Notações Soberanas para o Médio Oriente e África, num seminário online realizado nesta terça-feira (21). “Consideramos que o próximo discurso orçamental de médio prazo anunciará formalmente” a meta de 3%, frisou Garreau. O Tesouro encontra-se em período de silêncio antes da apresentação de Godongwana, que já havia declarado anteriormente que faria um anúncio “assim que fosse exequível.” O governador do Banco de Reserva da África do Sul (SARB), Lesetja Kganyago, anunciou em Julho que os responsáveis pela política monetária agora preferem fixar a inflação na extremidade inferior da sua faixa oficial de 3% a 6%, que não foi revista desde que a estrutura foi introduzida em 2000. Anteriormente, a instituição financeira tinha como meta o ponto médio de 4,5%. Kganyago afirmou repetidamente que obter o apoio do Tesouro é crucial para ajudar a orientar a inflação para a meta de 3%. Uma declaração conjunta das duas autoridades sobre o assunto, no mês passado, foi um dos principais factores para o optimismo dos investidores em relação aos activos sul-africanos, segundo declarou numa entrevista a 9 de Outubro. “A passagem para uma meta de ponto único, que no nosso cenário de referência será anunciada na Declaração Orçamental de Médio Prazo, não significa que será implementada de imediato de forma rigorosa”, explicou Garreau, acrescentando: “Consideramos que o SARB terá alguma tolerância para uma inflação ligeiramente acima deste nível.” Desde o anúncio de Kganyago em Julho, o rendimento das obrigações de referência sul-africanas a dez anos caiu 90 pontos base, para 8,9%. O rand valorizou mais de 4,5% nesse período, passando a ser transaccionado a 17,36 por dólar. O modelo de projecção trimestral do banco central prevê que a inflação atinja o seu pico em 4% neste trimestre, antes de abrandar para 3% até ao final de 2027, indicando margem para cortes de 75 pontos base nas taxas de juro no próximo ano. Isto está em linha com as próprias previsões da Fitch. “Prevemos um pequeno aumento até ao final do ano, dado que ainda existe alguma inflação persistente nos produtos alimentares”, assegurou Garreau. “Mas consideramos que a inflação diminuirá gradualmente para um nível próximo de 3% até ao exercício orçamental de 2027”, salientou Thomas Garreau.
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