O co-seguro ocorre quando mais de uma seguradora participa num mesmo contrato de seguro. Isto é comum em apólices de grande valor, onde várias empresas partilham os riscos envolvidos. Muitas vezes, cada seguradora emite a sua própria apólice para cobrir a sua parte do risco. Noutros casos, as seguradoras podem unir-se sob um único contrato para administrar a apólice conjuntamente. Quando uma seguradora celebra um contrato de seguro, há dois cenários possíveis: se os riscos pelos quais assumiu a responsabilidade não se concretizarem, a seguradora recebe o valor do prémio e sai a ganhar. Se houver algum sinistro, o custo da resolução do problema pode exceder os prémios cobrados, resultando em prejuízo.advertisement Em geral, a probabilidade é que, na maioria dos contratos, os riscos não se concretizem e, portanto, a seguradora tende a lucrar. No entanto, existem contratos específicos em que o custo para a seguradora, caso o risco ocorra, seria demasiado elevado. Estes contratos podem desequilibrar o resultado global. Assim, em vez de assumirem a responsabilidade exclusiva, as seguradoras optam por partilhá-la através do co-seguro. Importância do co-seguro Por um lado, isso reduz o potencial de ganhos, uma vez que os prémios pagos pelo segurado são partilhados. Significa que, se um risco se concretizar, o impacto nas finanças de cada seguradora participante não é tão pesado como se tivesse assumido 100% da responsabilidade. É por isso que o co-seguro é usado principalmente em apólices de seguro em que a compensação potencial é muito alta. Um exemplo é o seguro de fábricas nucleares, em que a probabilidade de um acidente pode não ser alta, mas o custo do reparo seria exorbitante. Em suma, o co-seguro é fundamental porque permite a divisão de riscos entre diversas seguradoras, possibilitando a realização de negócios mesmo em situações de alto risco. Esta prática torna viável a cobertura de grandes projectos ou eventos que, de outra forma, seriam muito arriscados para uma única seguradora. Neste contexto, os co-seguros são indispensáveis ​​para viabilizar grandes contratos e manter a saúde financeira da seguradora. Fonte: Mais Retorno

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