Moçambique e Essuatíni vão investir 40 milhões de euros (2,9 mil milhões de meticais) na construção de uma barragem conjunta para armazenamento de água. A infra-estrutura pretende beneficiar as comunidades das vilas fronteiriças de ambos países.

A barragem, designada de Pingue, será erguida no território moçambicano e beneficiará as comunidades da vila de Namaacha, na província de Maputo. Do lado de Essuatíni, o projecto vai favorecer as populações de Lomahasha, fortalecendo a gestão de recursos hídricos na região.

“Mais do que um documento, a declaração de intenções para a construção da barragem é um testemunho da amizade entre os nossos países, da confiança recíproca e da visão partilhada de progresso e posteridade no quadro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e dos princípios da gestão integrada dos recursos hídricos”, afirmou o ministro das Obras Públicas e Habitação de Moçambique, Fernando Rafael, após a formalização do entendimento.

A futura barragem de Pingue terá capacidade para armazenar 13 milhões de metros cúbicos de água, um volume que permitirá garantir o abastecimento e reforçar a sustentabilidade hídrica das regiões fronteiriças.

O acordo para a construção da infra-estrutura foi assinado em Essuatíni pelos dois governos, num acto descrito como um marco das relações diplomáticas “saudáveis” existentes entre os países, que remontam a 1976.

Em Setembro, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, propôs relações comerciais “sem fronteiras” com o vizinho Essuatíni, sobretudo nos sectores da indústria, transporte, logística, portos, recursos minerais e hídricos.

Além da barragem, os dois países assinaram três instrumentos jurídicos de cooperação. Estes visam abrir mais oportunidades de partilha de informação política, económica e social, reforçando a colaboração bilateral.

Entre os instrumentos assinados está o memorando de cooperação no âmbito dos combustíveis e produtos relacionados, entre a Petróleos de Moçambique (Petromoc) e a Empresa Nacional de Petróleos de Essuatíni. Também foi firmado um acordo que permite a troca de experiências nos serviços aéreos.

Fonte: Lusaa d v e r t i s e m e n t

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