Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em que deu conta dos dados operacionais previsionais para os primeiros nove meses do ano, o grupo revelou que a produção total atingiu os 48 TWh (Terawatts-hora) até setembro, com a produção hídrica na Península Ibérica a atingir os 9,0 TWh, 1,9 TWh acima do esperado. Noutro comunicado enviado à CMVM, a participada EDPR também comunicou ao mercado que a sua produçao aumentou 14% para 30 Twh. Apesar de um primeiro trimestre ligeiramente abaixo da média, a EDP diz agora que os primeiros nove meses de 2025 foram marcados por “fortes recursos hídricos”, 38% acima da média histórica (33% no período homólogo). No início do ano, os níveis dos reservatórios estavam em cerca de 60% e aumentaram para 68% no final setembro de 2025, situando-se acima da média de 52% referente ao período. “Este aumento reflete os elevados níveis de pluviosidade registados durante os primeiros meses do ano, apresentando níveis de reservatórios confortáveis ​​para suportar os meses mais secos do verão”, escreve a empresa. A produção eólica e solar aumentou 14% para 31 TWh (incluindo solar distribuído na Europa e no Brasil), “suportada pelo forte crescimento da capacidade instalada solar nos últimos 12 meses, principalmente na América do Norte”, refere a empresa, acrescentado que a produção eólica diminuiu 1% face ao período homólogo, sobretudo devido aos recursos eólicos abaixo da média na Europa, “parcialmente compensados ​​pela melhoria das condições eólicas na América do Sul”. Nos últimos 12 meses, a EDP adicionou +3,4 GW de capacidade total (+3,3 GW ao nível da EDP Renováveis ​​e o restante referente a energia solar distribuído na Europa e no Brasil). O número de clientes de eletricidade da EDP no mercado liberalizado em Portugal atingiu os 3.429 mil em setembro de 2025, com uma tendência de estabilização face a junho, resultado da “competitividade das ofertas comerciais da EDP, a crescente adesão a serviços diferenciados e a manutenção de elevados níveis de qualidade no serviço ao cliente”, explica a empresa. Na Península Ibérica, a eletricidade distribuída aumentou 3% em termos homólogos e os clientes ligados à rede aumentaram 1% em termos homólogos. No Brasil, a eletricidade distribuída aumentou 1% face ao período homólogo, refletindo aumento da procura de eletricidade registado aos 9M24 e suportado pelo aumento de 2% no número de clientes ligados à rede face ao período homólogo. Os preços médios de eletricidade na ibéria aumentaram 24% face ao período homólogo (de 52Euro/MWh para 65Euro/MWh) e a produção térmica aumentou 3,7 TWh face ao período homólogo. Leia Também: Conta da luz vai subir em 2026: Qual é o impacto na fatura mensal?

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