Está patente, até ao dia 27 de Outubro, no Auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), a exposição de artes plásticas “A Matéria do Tempo: Fragmentos de um Reencontro”, dos conceituados artistas moçambicanos Vasco Manhiça e Bernardo Tomo. A mostra, aberta ao público, reúne 50 telas, 25 para cada artista, realizadas maioritariamente em técnica mista, que confere ao espaço do Banco uma atmosfera de contemplação, beleza e diálogo interior. Na cerimónia de inauguração, realizada na quarta-feira, dia 16, a directora das Mediatecas do BCI, Carla Mamade, citada num comunicado do banco, destacou a profundidade simbólica da exposição, sublinhando que “são obras que nos convidam a reflectir sobre o tempo, sobre o reencontro entre gerações e sobre a memória, que é também a matéria da vida.” Mamade acrescentou ainda que os dois artistas “propõem um diálogo poético e crítico entre linguagens distintas, mas unidas pela sensibilidade e pela consciência do lugar que a arte ocupa na reconstrução simbólica da nossa história colectiva. Para o BCI apoiar projectos como este é motivo de orgulho e de continuidade de um percurso já consolidado no incentivo à cultura nacional. Acreditamos que valorizar os artistas moçambicanos é fortalecer a identidade cultural e contribuir para um país cada vez mais atento, mais criativo e mais inclusivo.” Na perspectiva dos artistas, a exposição simboliza, tal como o título sugere, um reencontro de duas visões artísticas complementares, após 25 anos de percurso conjunto e um longo período de afastamento. “Este é o poder da arte: reunir as pessoas, para a partilha de pensamentos, de sentimentos e de muitas outras coisas”, afirmou Vasco Manhiça, agradecendo ao BCI e a outros parceiros pelo apoio prestado. Por sua vez, Bernardo Tomo partilhou a sua emoção e preocupação em torno do papel da arte e da cultura na sociedade, apelando a uma maior valorização da cultura e ao respeito pelo tecido social, frisando que “a cultura deve prevalecer.” Com esta iniciativa, o BCI reafirma a sua aposta contínua na valorização do talento e da expressão artística moçambicana, continuando a abrir as portas das suas Mediatecas e auditórios à expressão criativa e à promoção de uma cultura cada vez mais participativa e inclusiva.
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