Uma delegação do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), composta pelo gestor regional, especialistas em energia e investimentos, engenheiros, analistas financeiros, especialistas em alterações climáticas, género e aquisições, realizou de 6 a 10 de Outubro uma visita de trabalho ao projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, na província de Tete. A missão teve como objectivo discutir o apoio proposto pelo BAD em garantias parciais de risco e acompanhar o desenvolvimento da infra-estrutura de transmissão de energia. Durante a visita, os especialistas deslocaram-se ao local da futura barragem para compreender a fase de implementação do projecto, com especial enfoque nos aspectos ambientais e sociais. No terreno, a delegação reuniu-se com as autoridades provinciais, entre elas a secretária de Estado de Tete, Cristina de Jesus Xavier Mafumo, e representantes da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. O objectivo desses encontros foi fortalecer o diálogo institucional e assegurar uma melhor coordenação entre todas as entidades envolvidas na execução do projecto. Após a visita, a equipa do BAD reuniu-se separadamente com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, o Ministério das Finanças, a Direcção Nacional de Terras e Desenvolvimento Territorial, a Direcção de Ambiente e Alterações Climáticas do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, o Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK), a Electricidade de Moçambique e a Autoridade Reguladora da Energia. As reuniões centraram-se na revisão das acções prévias exigidas pelas instituições governamentais, na análise dos estudos técnicos e na avaliação dos riscos e instrumentos de mobilização de recursos. Durante os encontros, o BAD manifestou confiança no avanço do projecto, considerando-o “um empreendimento estratégico para Moçambique e para a região.” O BAD e o GMNK já tinham assinado, em 2022, um acordo em Acra, Gana, para a prestação de serviços de consultoria com vista ao desenvolvimento do projecto hidroeléctrico de 1500 megawatts (MW) e da infra-estrutura de transmissão associada. Desde então, o banco tem apoiado a revisão dos termos de referência, a assistência técnica e financeira, a capacitação e os serviços de assessoria. Com um custo estimado entre 6 e 7 mil milhões de dólares (379,2 a 442,4 mil milhões de meticais), o projecto inclui a construção de uma barragem a fio de água, situada 61 quilómetros a jusante de Cahora Bassa, no rio Zambeze. Contará ainda com uma linha de transmissão de alta tensão de cerca de 1300 quilómetros entre Tete e Maputo. Desenvolvido segundo as normas internacionais de desempenho e sustentabilidade, o projecto visa proteger o ambiente, garantir os direitos humanos e melhorar os meios de vida das comunidades locais. Ao posicionar Moçambique como um centro energético regional, o projecto Mphanda Nkuwa contribuirá para o acesso universal à energia, a industrialização, a criação de empregos e a transição energética na África Austral. Fonte: Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa

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