advertisement A primeira-ministra, Benvinda Levi, destacou nesta segunda-feira, 13 de Outubro, na China, que Moçambique regista avanços consideráveis no que concerne à paridade de género em todas as áreas de actividade, com destaque para os sectores do Governo. Intervindo durante a Conferência de Líderes Mundiais sobre a Mulher, no âmbito da celebração do 30.º Aniversário da Declaração e Plataforma da Acção de Beijing, a governante reiterou que o País está empenhado em implementar reformas que visam desenvolver as mulheres e promover as suas habilidades. Levi avançou que o evento constitui um momento de avaliação e renovação do compromisso de empoderamento da mulher na visão adoptada em 1995, com vista alcançar a igualdade em contextos de desenvolvimento complexo. “A República Popular da China não só demonstra a sua liderança global em questões de direitos humanos, como também desempenha um papel crucial na preservação e no avanço do estatuto da mulher através das suas políticas nacionais e do apoio contínuo da cooperação sul-sul”, frisou. A ministra afirmou que a Plataforma de Acção de Beijing inspirou a jornada de emancipação das mulheres, segundo a premissa de que a paz e a segurança só são sustentáveis com a participação plena e equitativa da mulher. “O País assumiu como prioridades a implementação de acções com vista a libertar as mulheres e raparigas da pobreza, assim como eliminar todas as formas de violência, com foco para o feminicídio”, concluiu. No ano passado, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) revelou que mais de 20% das mulheres na faixa etária dos 15 aos 49 anos são vítimas de algum tipo de violência em Moçambique, alertando que o atraso na escolaridade das raparigas ainda é um dos problemas que afectam o desenvolvimento do País. “A violência contra as mulheres é uma realidade grave, e é importante que todos lutemos para que sejam implementadas políticas e acções de consciencialização no sentido de se travar esta situação”, avançou o representante adjunto do UNFPA no País, Walter Filho, durante a apresentação do relatório sobre a Situação da População Mundial em 2024. Intitulado “Vidas Entrelaçadas, Fios de Esperança: Acabar com as Desigualdades na Saúde e nos Direitos Sexuais e Reprodutivos”, o responsável explicou que o documento destaca o impacto contínuo do racismo, do sexismo e de outras formas de discriminação no progresso da saúde sexual e reprodutiva das mulheres e raparigas. Fonte: Agência de Informação de Moçambiquea dvertisement
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