a d v e r t i s e m e n tO Tribunal da África do Sul ordenou que a fabricante chinesa de locomotivas CRRC E-Logo liberasse peças sobressalentes que havia retido da estatal sul-africana de logística Transnet, numa longa disputa contratual, impulsionando os planos da operadora ferroviária de carga para melhorar o desempenho.

As duas partes envolveram-se em disputas judiciais depois que a Transnet suspendeu o fornecimento de 1064 locomotivas de quatro fornecedores de equipamentos originais, incluindo a CRRC E-Loco, alegando que contratos de 2014 no valor de 3,18 mil milhões de dólares haviam sido concedidos ilegalmente pela liderança anterior da instituição.

Em 2023, a Transnet afirmou que 161 locomotivas fornecidas pela empresa chinesa não estavam a funcionar devido à retenção de peças sobressalentes e à assistência de manutenção por parte da mesma, o que afectou as operações ferroviárias de transporte de mercadorias da empresa estatal.

A estatal sul-africana, que insiste que já pagou pelas peças sob o contrato contestado antes de ser rescindido, obteve uma ordem judicial separada em Julho passado, impedindo a CRRC E-Loco de vender ou realocar unidades que já estavam na África do Sul.

A CEO da Transnet, Michelle Phillips, falando numa conferência de mineração em Joanesburgo, destacou que a empresa havia obtido recentemente outra ordem judicial relacionada com a entrega das peças sobressalentes, que estavam armazenadas em depósitos no país.

“Eu não ia pagar pelas minhas próprias peças novamente. Voltámos ao tribunal e obtivemos uma ordem dando à CRRC cinco dias para entregar essas peças à Transnet”, afirmou Phillips, acrescentando que, nos últimos dias, “têm acedido a essas peças. Estamos ocupados a fazer um inventário completo de todas elas.”

O litígio da Transnet com a CRRC E-Loco, que também inclui locomotivas pendentes que não foram fornecidas ao abrigo do contrato rescindido, agravou a escassez de equipamento da estatal sul-africana.

O desempenho da Transnet também foi afectado pelo roubo de cabos e vandalismo da sua infra-estrutura. Os seus volumes de carga caíram de um pico de 226 milhões de toneladas métricas em 2017-18 para 160 milhões de toneladas métricas no ano fiscal de 2024-25.

Fonte: Reuters

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