As exportações chinesas para os países de língua portuguesa caíram 1,4% nos primeiros oito meses de 2025, em comparação com igual período do ano passado, noticiou a Lusa, nesta quinta-feira, 9 de Outubro. De acordo com informação dos Serviços de Alfândega da China, as mercadorias vendidas para os mercados lusófonos até Agosto atingiram 57,6 mil milhões de dólares. Este valor representa uma queda de 1,4% em comparação com o mesmo período de 2024, ano em que as exportações chinesas para os países fixaram um novo recorde: 85,5 mil milhões de dólares. Os dados compilados e divulgados na quarta-feira pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) revelam que o Brasil foi a principal razão para a queda. Apesar de uma descida homóloga de 5,3%, o Brasil continua a ser o maior comprador no bloco lusófono, com as mercadorias chinesas a atingirem 46,9 mil milhões de dólares. Em segundo na lista – e no sentido contrário – surge Portugal, cujas importações vindas da China aumentaram 8% para 4,52 mil milhões de dólares. Angola comprou à China produtos no valor de 3,4 mil milhões de dólares até Agosto, um aumento homólogo de quase dois terços (64,4%). Na direcção oposta, as exportações dos países de língua portuguesa para a China caíram 11,3%, para 86,6 mil milhões de dólares nos primeiros oito meses. De acordo com dados oficiais, este é o valor mais baixo para o período entre Janeiro e Agosto desde 2020, no início da pandemia de covid-19. A descida deveu-se, sobretudo, ao Brasil – de longe o maior fornecedor lusófono do mercado chinês – cujas vendas caíram 10,9% para 72,6 mil milhões de dólares. Além disso, também o segundo maior parceiro comercial chinês no bloco lusófono, Angola, viu as exportações caírem 13,1%, para 10,5 mil milhões de dólares. As vendas de mercadorias de Portugal para a China diminuíram 6,9% para 1,94 mil milhões de dólares. Sete dos nove países de língua portuguesa viram cair as respectivas exportações para o mercado chinês. As vendas de Moçambique para o mercado chinês desceram 5,2%, para 1,1 mil milhões de dólares, enquanto as exportações da Guiné Equatorial encolheram quase metade (44,6%), para 464,9 milhões de dólares. Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 144,3 mil milhões de dólares, menos 7,6% do que no mesmo período do ano passado As remessas de Cabo Verde diminuíram 87,5%, embora o país tenha vendido apenas cerca de dois mil dólares em mercadorias, enquanto as exportações de Timor-Leste encolheram 72,2%, para 139 mil dólares. A única excepção foi São Tomé e Príncipe, cujas vendas cresceram nove vezes, para 44 mil dólares. Já a Guiné-Bissau não exportou qualquer mercadoria para a China nos primeiros oito meses de 2025, tal como no mesmo período do ano passado. A China continua a registar um défice comercial com o bloco lusófono, que atingiu 29 mil milhões de dólares nos primeiros oito meses de 2025. Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 144,3 mil milhões de dólares, menos 7,6% do que no mesmo período do ano passado.advertisement
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