Numa descoberta notável, investigadores da Universidade Nacional de Singapura desenvolveram uma forma de “gelo” modificado com aminoácidos que permite capturar metano rapidamente em apenas dois minutos. Este método pioneiro promete transformar o panorama do armazenamento de gás natural, não só melhorando a eficiência, mas também contribuindo para uma abordagem mais sustentável. O estudo liderado pelo professor Praveen Linga e Ye Zhang apresenta uma abordagem revolucionária para o armazenamento de metano, um importante gás natural. A equipa, do Departamento de Engenharia Química e Biomolecular, demonstrou que, ao modificar o gelo com aminoácidos, é possível criar uma superfície que acelera drasticamente a formação de hidratos de metano. Isto permite atingir uma capacidade de armazenamento de 90% em apenas dois minutos, uma conquista que pode mudar os paradigmas económicos e de eficiência que prevaleceram até agora na engenharia de armazenamento de gás. Segundo o site Blog da Engenharia, historicamente, o armazenamento eficiente de gás natural sempre foi um desafio, especialmente devido ao alto custo e à complexidade dos métodos tradicionais, como a compressão de alta pressão ou a liquefacção. Os hidratos de metano, conhecidos como “gelo inflamável”, têm atraído interesse precisamente devido à sua capacidade de armazenar quantidades significativas de metano. No entanto, a sua formação carecia de inovação até agora, sendo um processo notoriamente lento.advertisement Com esta nova abordagem, as implicações económicas são significativas. A técnica promovida pela equipa de Singapura não só promete reduzir significativamente os custos associados ao armazenamento de gás natural, mas também pode encontrar aplicação em mercados menores e emergentes de biometano, onde soluções de armazenamento acessíveis e sustentáveis são urgentemente necessárias. Além disso, a redução da dependência de métodos que consomem muita energia contribui directamente para um futuro mais sustentável, alinhando-se com as tendências do mercado que favorecem fontes de energia mais limpas. A metodologia do estudo envolveu a mistura de água e aminoácidos, seguida de congelamento e exposição ao metano. Este processo foi monitorado usando espectroscopia Raman, uma técnica que forneceu informações valiosas sobre a formação e a estrutura dos hidratos. O uso de aminoácidos modificou as propriedades da superfície do gelo, criando camadas que facilitam o crescimento de cristais de hidrato num formato poroso, semelhante a uma esponja, o que acelera a captura de gás. Embora a descoberta tenha potencial transformador, a sua escalabilidade e aplicação num contexto industrial mais amplo ainda apresentam desafios. Adaptar a tecnologia para lidar com misturas complexas de gases naturais é uma questão crítica que precisa de ser abordada. No entanto, o sucesso neste campo abriria as portas para o uso desta técnica na captura de outros gases, como CO2 e hidrogénio, expandindo ainda mais a sua aplicabilidade e impacto positivo na sustentabilidade global.
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