advertisemen tO governador do Banco de Reserva da África do Sul (SARB), Lesetja Kganyago, afirmou nesta quinta-feira (9) que a instituição e o Tesouro Nacional concordaram que a meta de inflação do país deveria ser reduzida, mas ainda estavam a discutir quando fazer a alteração. Kganyago surpreendeu os mercados financeiros em Julho ao afirmar que o SARB teria efectivamente como meta uma inflação de 3%, em vez da faixa formal de 3% a 6% estabelecida pelo ministro das Finanças, Enoch Godongwana. Godongwana repreendeu Kganyago pelo seu “anúncio unilateral”, embora os dois funcionários tenham posteriormente emitido uma declaração conjunta afirmando que estavam de acordo. Dirigindo-se aos legisladores nesta quinta-feira, Kganyago afirmou: “Não há desacordo quanto à redução da meta; é uma questão de timing.” O governante reconheceu que a comunicação do SARB sobre a meta não foi a esperada e disse que os dois se reuniram e instruíram as suas equipas a “resolver essas questões pendentes”. “É por isso que verá que a nossa declaração (conjunta) não diz ‘até esta data’, mas sim ‘assim que for possível’. E a equipa está a trabalhar arduamente para garantir que todas estas questões pendentes sejam resolvidas”, referiu Kganyago. O responsável defende há anos uma meta de inflação mais baixa, afirmando que a faixa actual torna a maior economia de África pouco competitiva. Mas argumentou com particular veemência em 2025, dizendo que as pressões de preços contidas deste ano são a oportunidade ideal para “fixar” uma inflação baixa. O governador destacou que a inflação mais baixa e a preferência do SARB por uma meta mais reduzida impulsionaram o rand e aliviaram os custos dos empréstimos do Governo em títulos de referência entre 80 e 160 pontos-base desde Abril. “Quando o custo dos empréstimos para o Governo diminui, o custo dos empréstimos para todos os outros também diminui”, anuiu.

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