Catarina de Albuquerque, que desenvolveu trabalho a nível nacional e internacional na promoção dos direitos humanos e desenvolvimento sustentável, tendo sido relatora especial da ONU, morreu aos 55 anos, adiantou esta terça-feira a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). Numa nota divulgada na rede social Facebook, a APAV manifestou “profundo pesar” pela morte da associada da APAV e vice-presidente da direção (2013-2019), endereçando as “mais respeitosas condolências à família e amigos”, sem adiantar mais detalhes. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, fez mestrado em Direito Internacional, pelo Institut Universitaire de Hautes Etudes Internationales, e foi consultora jurídica no Gabinete de Documentação e Direito Comparado, um órgão independente sob tutela do Gabinete do Procurador Geral da República Portuguesa, pode ler-se na nota biográfica divulgada pela APAV. Catarina de Albuquerque foi também membro de várias delegações portuguesas junto das Nações Unidas e consultora do Comité Português para a UNICEF. Entre 2008 e até 2014 assumiu funções de primeira relatora especial das Nações Unidas para a defesa do direito à água potável e ao saneamento enquanto direitos humanos e desde dezembro de 2014, assumiu a presidência executiva da parceria global Sanitation and Water for All (Saneamento e Água para Todos), ainda segundo a mesma fonte. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou hoje consternação pela morte de Catarina de Albuquerque, sublinhando o “papel muito relevante, a nível nacional e internacional, para a promoção dos Direitos Humanos e do desenvolvimento sustentável”. “Catarina de Albuquerque deixa-nos demasiado cedo, mas tendo já realizado um trabalho notável e inspirador, de busca incessante pela melhoria das condições de vida e pela preservação da dignidade dos mais desfavorecidos”, pode ler-se, na nota divulgada na página da Internet da Presidência. “O Presidente da República expressa à Família e aos amigos as mais sinceras condolências por esta irreparável perda”, acrescentou.

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