advertisemen tO Governo cabo-verdiano lançou, nesta segunda-feira (6), o Fundo Morabeza, orçado em 28 milhões de dólares com apoio do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e destinado a apoiar o arranque de empresas de base tecnológica, noticiou a Lusa. “É mais uma pedra na construção de uma nação digital ancorada na juventude, inovação, conhecimento e talento com capacidade empreendedora”, referiu Olavo Correia, vice-primeiro-ministro com as pastas das Finanças e Economia Digital. Tal como adiantado à Lusa, em Maio, durante os encontros anuais do BAD, em Abidjan, Costa do Marfim, o fundo pretende ajudar a desenvolver soluções em Cabo Verde e exportá-las, também com a expectativa de servir como factor de atracção de nómadas digitais. “Temos jovens empreendedores que precisam de um impulso financeiro. É o que estamos a trazer e que vai revolucionar o ecossistema das startups em Cabo Verde”, acrescentou. O Governo acordou algumas metas com o BAD: com a execução dos 28 milhões de dólares, até 2028, a mobilização de investimento privado no sector deve crescer 6%, o país deve acolher mais 3100 nómadas digitais e criar instrumentos de capital de risco. Além da economia digital, poderão beneficiar destes apoios micro e pequenas empresas através de instrumentos a serem reforçados e em ligação com instituições de microfinanças. O Governo cabo-verdiano espera aumentar o contributo do sector digital para quase 7% do Produto Interno Bruto (PIB), criar 20 mil empregos (directos e indirectos), financiar 20 mil empresas (40% de jovens e mulheres) e estimular a criação de cinco mil novos negócios. Apesar de arrancar com 28 milhões de dólares, perspectiva-se elevar os recursos a 156 milhões graças ao interesse manifestado por outros parceiros, como a União Europeia (UE). A par da criação do parque tecnológico (com pólos na Praia e Mindelo), o Fundo Morabeza será mais uma ferramenta num leque organizado com a ambição de promover o sector tecnológico. A ambição inclui igualmente o desenvolvimento do projecto de um instituto de tecnologia para formar recursos humanos no país e no continente, complementando as infra-estruturas do parque tecnológico, inaugurado em Maio. O projecto vai estar entre as propostas para financiamento e suporte no âmbito do próximo quadro de cooperação de cinco anos com o BAD, além de ser apresentado ao Banco Mundial, UE e outros parceiros.

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