advertisemen tAs condições de negócio no sector privado da África do Sul registaram melhorias pelo quinto mês consecutivo em Setembro, impulsionadas pelo aumento da produção e dos novos pedidos, segundo dados divulgados pela S&P Global Market Intelligence, empresa que fornece análises e informações financeiras sobre mercados e empresas. O Índice de Gestores de Compras (PMI) subiu para 50,2% em Setembro, face aos 50,1% registados em Agosto, sinalizando uma ligeira expansão do sector. Leituras acima de 50% indicam crescimento, enquanto valores abaixo reflectem contracção. O crescimento da actividade foi apoiado pela diminuição das pressões sobre os custos. Os preços dos insumos subiram ao ritmo mais lento em quase um ano, com apenas 3% das empresas inquiridas a reportarem aumentos mensais. Este abrandamento deveu-se, em parte, à valorização da moeda sul-africana face ao dólar norte-americano e à redução do número de colaboradores. Apesar deste cenário positivo, a confiança empresarial para o próximo ano caiu para o nível mais baixo desde Julho de 2021. A incerteza económica e política foi apontada como principal causa do sentimento negativo. “Mais um abrandamento das pressões sobre os preços em Setembro é um benefício para as empresas sul-africanas e sugere que a inflação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) poderá recuar face ao seu pico recente em Julho”, afirmou David Owen, economista sénior da S&P Global. A inflação ao consumidor na maior economia de África caiu para 3,3% em termos homólogos, comparativamente com os 3,5% registados em Julho, abaixo da previsão de 3,6% dos economistas consultados pela Reuters. O emprego continuou a diminuir pelo segundo mês consecutivo, devido sobretudo às dificuldades na substituição de colaboradores. Contudo, a taxa de perdas de postos de trabalho abrandou face a Agosto. O inquérito revelou ainda uma melhoria nos pedidos de exportação pela primeira vez desde Março, impulsionada pela maior procura nos mercados africanos, que compensou a redução da procura dos Estados Unidos da América e da Europa. As condições da cadeia de abastecimento também apresentaram sinais positivos, com os prazos de entrega a encurtarem pelo sexto mês consecutivo, registando-se a mais longa sequência de melhorias desde o início do inquérito. Fonte: Reuters

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