O impacto ambiental provocado pela exploração mineira na província de Manica, na região Centro de Moçambique, vai demorar a ser resolvido apesar da suspensão de actividades, informou o director Nacional do Ambiente, Francisco Sambo, citado numa publicação da Lusa “O impacto já se verifica há bastante tempo, e não esperemos que amanhã possamos ter a situação resolvida. Nem que o processo de exploração pare, o processo vai levar ainda algum tempo”, afirmou o dirigente, sublinhado que a deposição de sedimentos no leito do rio não resulta apenas das actividades recentes, mas de um processo contínuo e que, por isso, exige intervenções profundas. Sambo destacou o papel da fiscalização, conduzida pela Agência de Controlo de Valor Ambiental, que tem emitido medidas correctivas e acompanhado as operações na região, recordando que as empresas que pretendam continuar com as suas actividades terão de cumprir as normas ambientais em vigor. “Quando aparecem as empresas para fazer a renovação das licenças, é obrigatório apresentarem relatórios de auditoria das actividades. E quando detectamos anomalias, não renovamos as licenças”, referiu o responsável. A 17 de Setembro, o Presidente da República, Daniel Chapo, disse que a mineração está a causar um “desastre ambiental” na província de Manica, admitindo a possibilidade da suspensão total das actividades. O Governo ainda não dispõe de uma estimativa clara dos prejuízos causados pela poluição dos rios, mas assegurou terem sido identificados os responsáveis e tomadas medidas, sendo que continuam a ser desenvolvidas acções para colmatar essas anomalias em todo o País. Anunciou, ao mesmo tempo, a suspensão temporária de várias concessões mineiras.
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