a d v e r t i s e m e n tIncêndios florestais queimaram quase um terço das pastagens do Parque Nacional Etosha, na Namíbia, e expandiram-se para áreas comunais vizinhas, levando o Governo a enviar centenas de soldados e recursos aéreos para uma operação de combate de emergência.
O incêndio, que começou na noite de 22 de Setembro no quadrante sudoeste do parque, intensificou-se devido aos ventos fortes e à vegetação seca, ameaçando a biodiversidade, a vida selvagem e os meios de subsistência nas regiões de Omusati e Oshana.
Na sexta-feira, 26 de Setembro, as chamas atingiram terras comunais nos distritos de Uuvudhiya, Otamanzi e Ruacana, destruindo centenas de milhares de hectares de pastagens.
A vice-presidente interina Lucia Witbooi confirmou que cerca de 30% da área de pastagem de Etosha foi perdida.
“Serão realizadas imagens aéreas para determinar a extensão da propagação do incêndio e a região destruída”, afirmou a governante em comunicado, acrescentando que “ainda não foi declarado estado de emergência e uma decisão será tomada assim que todas as informações forem obtidas.”
Não foram registadas vítimas humanas, embora um número indeterminado de animais selvagens tenha morrido.
Em resposta, o Comité Nacional de Gestão de Riscos de Catástrofes convocou uma reunião de emergência no sábado, presidida pela secretária do Gabinete, Emilia Mkusa.
A comissão identificou necessidades urgentes, incluindo equipamento de combate a incêndios, máscaras de protecção, rações alimentares, niveladoras para aceiros e clínicas móveis.
As Forças Armadas da Namíbia enviaram mais de 570 elementos e dois helicópteros para ajudar no combate ao incêndio.
A Polícia da Namíbia também enviou um helicóptero de vigilância para monitorizar a propagação do incêndio em Omusati, com apoio adicional mobilizado em Oshana, Kunene e do gabinete do primeiro-ministro.
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