Moçambique necessita de 290,7 mil milhões de meticais (4,6 mil milhões de dólares) para financiar o programa de electrificação e levar energia a 3,4 milhões de famílias até 2030, avançou neste sábado (27), a Lusa. “Notamos com satisfação que o programa Energia para Todos está a registar um progresso notável com o objectivo de levar este recurso a mais 3,4 milhões de famílias moçambicanas até 2030″, afirmou o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale. O governante falava durante o encerramento do Conselho Coordenador daquele Ministério, que decorreu nos últimos dias, e durante o qual pediu esforços colectivos na mobilização de fundos para assegurar a electrificação universal do País até 2030. “Este esforço requer cerca de 4,6 mil milhões de dólares de investimento, pelo que continuaremos a mobilizar fundos junto de parceiros públicos e privados para alcançar a nossa meta de electrificação”, acrescentou. O ministro salientou que a actual taxa de acesso universal de energia e que a adesão de Moçambique à Missão 300, através do Compacto de Energia, serão fundamentais para alcançar esta meta na electrificação do País. A 13 de Agosto, o Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu que o País vai alcançar o acesso universal de energia até 2030, com a capitalização da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), maior produtora de electricidade, e recorrendo também a energias alternativas. Para atingir esta meta, além da HCB, uma das maiores barragens em África, e fontes alternativas de energia em que o País está a investir, Moçambique vai apostar também no projecto da barragem de Mphanda Nkuwa, um empreendimento a ser composto por uma central hidroeléctrica com capacidade de produção de 1500 Megawatts (MW) e por uma linha de transporte de alta tensão com 1350 a 1400 quilómetros, entre Tete, no Centro de Moçambique, e Maputo, no Sul, conforme adiantou Chapo. O PR elogiou, na mesma data, os esforços do Governo na expansão da corrente eléctrica, com o aumento do acesso à electricidade de 31% para 62% da população desde 2018, tendo ultrapassado 400 mil novas ligações por ano nos últimos dois. Para continuar a expandir o acesso à electricidade, salientou o governante, foram estipulados também acordos regionais e globais, citando, como exemplo, a iniciativa Missão 300, liderada pelo Banco Mundial e pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que visa levar energia a 300 milhões de africanos até 2030, com o chefe do Estado confiante nos novos pacotes de financiamento do Africa50 para projectos de energia. Tal traduz-se em 9,5 milhões de moçambicanos a terem acesso a electricidade pela primeira vez em seis anos, ao abrigo do “Energia para Todos”, que tornou Moçambique num dos países de maior crescimento de electrificação na África Subsaariana, segundo o Banco Mundial Moçambique pretende levar electricidade a mais 600 mil casas neste ano, ultrapassando as 563 mil ligações em 2024, segundo previsões do Governo. De acordo com a última actualização da Electricidade de Moçambique (EDM), só no primeiro trimestre foram concluídas 90 mil novas ligações à rede eléctrica no País, o dobro da meta prevista para o mesmo período. O Banco Mundial aprovou em Março um financiamento de 100 milhões de dólares – a que acrescem 31 milhões de dólares da Noruega e da Suécia – para a terceira fase do programa de acesso à electricidade à população moçambicana, prevendo mais 146 mil ligações. “Este financiamento permitirá acelerar as iniciativas em curso para garantir o acesso universal à energia eléctrica até 2030, beneficiando directamente cerca de 700 mil pessoas”, explicou a EDM. Trata-se do projecto “Ascent” – Acelerando a Transformação do Acesso à Energia Limpa e Sustentável, uma nova fase do programa “Energia para Todos”, a disponibilizar pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), parte do grupo Banco Mundial, em colaboração com o Governo. Tal traduz-se em 9,5 milhões de moçambicanos a terem acesso a electricidade pela primeira vez em seis anos, ao abrigo do “Energia para Todos”, que tornou Moçambique num dos países de maior crescimento de electrificação na África Subsaariana, segundo o Banco Mundial. Fonte: Lusa
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