advertisemen tA semana económica em Moçambique ficou marcada pelo anúncio da revisão até ao final do ano das tarifas de passagens aéreas, incluindo as praticadas pela empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), companhia aérea nacional. A informação foi avançada pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlhombe, durante uma visita de trabalho em Nampula, região Norte do País. “Orientámos o regulador, que é o Instituto de Aviação Civil de Moçambique, para fazer um estudo independente das tarifas, não só para a LAM, mas para todo o mercado, para permitir a regulação”, explicou o ministro, sublinhando que, apesar do mercado ser aberto, “as tarifas têm de ser controladas por causa das margens que são definidas em termos de lucro, para cada serviço”. Sem avançar uma data exacta para a conclusão do estudo, João Matlhombe disse confiar que os novos preços poderão ser definidos ainda este ano, com base nos resultados que vierem a ser apresentados ao Executivo. “A nossa expectativa é que, antes do final do ano, tenhamos o resultado apresentado ao Governo e possamos apresentar, tanto à LAM como aos outros novos operadores que vão entrar para operar no mercado nacional”, afirmou.advertisement Nos mercados vizinhos, como a África do Sul, as tarifas aéreas são mais competitivas e acessíveis, fruto de maior volume de passageiros, de bases operacionais centralizadas e de frotas mais modernas e eficientes. Em Moçambique, houve nos últimos anos tentativas de reduzir os preços, incluindo anúncios da LAM de cortes até 30%. Contudo, os bilhetes continuam a ser considerados caros para a maioria da população, sobretudo nas rotas domésticas, onde muitas vezes não existem alternativas viáveis ​​de transporte. Com investimento de mais de 7 MM$, Coral Norte avança em Outubro deste ano Outro ponto positivo e que levantou expectativas para os investidores nacionais e estrangeiros foi a “novidade” divulgada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, sobre o lançamento, na primeira semana de Outubro deste ano, do projecto Coral Norte, a segunda plataforma flutuante de gás natural liquefeito (GNL) liderada pela petrolífera italiana Eni, localizada na Área 4 da bacia do Rovuma, província e Cabo Delgado, região Norte de Moçambique. “Moçambique possui umas das maiores reservas de GNL do mundo. Actualmente, exportamos gás produzido pelo Coral Sul também liderado pela Eni, e na primeira semana de Outubro iremos fazer o lançamento do Coral Norte. Existem também, ao longo da bacia do Rovuma, projectos liderados pela TotalEnergies e pela norte-americana ExxonMobil”, descreveu o chefe do Estado. Em Abril, o Governo revelou que espera arrecadar 23 mil milhões de dólares em receitas, impostos e outras contribuições ao longo dos próximos 30 anos com o Coral Norte. A estimativa foi anunciada pelo porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, após aprovação do plano de desenvolvimento da nova unidade de exploração, que prevê a produção de 3,5 milhões de toneladas por ano e o arranque das operações para 2028. O projecto contempla ainda a disponibilização de 25% do gás produzido ao mercado interno, como estabelece a legislação nacional, bem como 100% do condensado para produção de energia em Moçambique, contribuindo directamente para a industrialização e autonomia energética do País. Com um investimento total estimado em 7,2 mil milhões de dólares (460 mil milhões de meticais), o projecto Coral Norte criará 1400 postos de trabalho directos para moçambicanos. Segundo Impissa, está igualmente previsto um plano de sucessão que visa formar quadros nacionais e aumentar a qualificação da mão-de-obra no sector de petróleo e gás. O plano agora aprovado integra uma nova unidade FLNG (Floating Liquefied Natural Gas), semelhante à que opera desde 2022 na Área Coral Sul, também sob responsabilidade da Eni. Esta segunda plataforma incluirá seis poços de produção e a infra-estrutura de liquefacção flutuante instalada no alto mar. Primeira unidade de processamento de gás doméstico no País pronta em Novembro Esta semana, o Governo anunciou que, em Novembro, será inaugurada a primeira unidade de processamento e produção de gás doméstico em Moçambique. A infra-estrutura localiza-se no distrito de Inhassoro, província de Inhambane, e representa um marco no sector energético nacional. “No próximo dia 13 de Novembro iremos inaugurar a nova infra-estrutura de processamento de hidrocarbonetos em Inhassoro. Esta unidade permitirá a produção integrada de gás natural, gás de cozinha e petróleo leve, aumentando a capacidade nacional de refinação”, declarou o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale. De acordo com o Executivo, a nova unidade vai reduzir a dependência de importações, aumentar a disponibilidade de combustíveis no mercado interno e criar novas oportunidades de negócio e de emprego. Trata-se de uma aposta estratégica para o desenvolvimento energético do País. Em conferência de imprensa, o ministro acrescentou que o Governo pretende abrir espaço para a participação do sector privado neste e noutros projectos ligados aos combustíveis e à electricidade. No entanto, sublinhou que essa participação será acompanhada por uma regulação e fiscalização mais rigorosas por parte do Estado. O projecto, liderado pela Sasol, tem como objectivo a produção de gás de cozinha em Moçambique, juntando-se à exploração já existente em Temane, no distrito de Inhassoro, e em Pande, no distrito de Govuro, ambos em Inhambane. A primeira pedra desta unidade foi lançada a 27 de Março de 2022. Texto: Cleusia Chirindzaa dvertisement

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