Moçambique aderiu nesta quarta-feira (24), juntamente com mais 16 países africanos, aos Compactos Nacionais de Energia, no âmbito da Missão 300, que visa dar electricidade a 300 milhões de africanos até 2030, noticiou a Lusa. “No Fórum Global de Filantropias Bloomberg, os Compactos Nacionais de Energia, planos práticos que orientam a despesa pública, desencadeiam reformas e atraem capital privado, foram aprovados por Benim, Botsuana, Burundi, Camarões, Comores, República do Congo, Etiópia, Gâmbia, Gana, Guiné, Quénia, Lesoto, Moçambique, Namíbia, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa e Togo”, lê-se no comunicado das duas entidades. “A electricidade é a base do emprego, das oportunidades e do crescimento económico”, afirmou o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, citado no documento, no qual acrescenta que a Missão 300, iniciativa que tem como objectivo ligar 300 milhões de africanos à electricidade até 2030, “está a promover reformas duradouras que reduzem custos, fortalecem os serviços públicos e atraem investimentos privados”. “Energia confiável e acessível é o multiplicador mais rápido para pequenas e médias empresas, processamento agrícola, trabalho digital e valor agregado industrial”, declarou o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Sidi Ould Tah, explicando que dar energia a um empreendedor africano é igual a garantir-lhe um salário. Para o Presidente da República, Daniel Chapo, o País “está no caminho certo para atingir as metas da Missão 300 e consolidar o (seu) papel como potência regional através da exportação da (sua) energia abundante, acessível e limpa”. Também citado no comunicado, o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, afirmou que “o Compacto oferece uma estrutura inovadora para impulsionar um modelo sustentável e inclusivo de crescimento económico para os são-tomenses” e acrescenta: “Estamos a implementar reformas sólidas e a desenvolver modelos de negócio inovadores para angariar 190 milhões de dólares do sector privado para financiar este objectivo”. Desde o lançamento da Missão 300, no princípio do ano passado, cerca de 30 milhões de pessoas já foram ligadas à electricidade, havendo mais de 100 milhões de pessoas abrangidas pela fase de planeamento. A Missão 300 é um projecto dos dois bancos e está assente nos Compactos nacionais, que são um conjunto de medidas desenvolvidas e aprovadas pelos Governos com o apoio técnico de parceiros de desenvolvimento, adaptados ao contexto de cada país, e assentes em reformas nas áreas das infra-estruturas, financiamento e políticas. No início deste ano, durante a Cimeira Africana da Energia, os Compactos de Energia já tinham sido aprovados pelo Chade, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Libéria, Madagáscar, Maláui, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Tanzânia e Zâmbia, que se comprometeram a tomar mais de 400 medidas de política para fortalecer os serviços públicos, reduzir o risco para os investidores e eliminar estrangulamentos na economia, de acordo com o comunicado dos dois bancos.

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