
O primeiro-ministro pediu hoje responsabilidade na discussão do Orçamento do Estado, dizendo que “o país não pode ficar refém de crises políticas”, e prevê um crescimento próximo de 2% e um superávite de 0,3% este ano. Na sua intervenção inicial no debate quinzenal no parlamento, Luís Montenegro disse que o Governo “tudo fará para garantir a estabilidade e a continuação do bom desempenho económico e financeiro do país”, recordando que houve reuniões com todos os grupos parlamentares. No entanto, avisou que o programa de Governo aprovado é o do PSD/CDS-PP, que não foi rejeitado pelo parlamento. “Este não é um momento de agendas políticas partidárias, muitas vezes egoístas e muito menos o tempo para termos instabilidade política. De todos os partidos esperamos, por isso, sentido de responsabilidade e disponibilidade para colocar o interesse nacional e dos portugueses à frente de qualquer interesse particular”, afirmou. Montenegro salientou que, dado o contexto internacional, “Portugal deve continuar a ser um farol de estabilidade”. “O país não pode nem deve ficar refém de crises políticas ditadas por caprichos partidários ou mesmo pessoais”, avisou. Sobre as contas públicas, o primeiro-ministro admitiu que o contexto é “muito desafiante”, mas afirmou que o Governo manterá os seus principais objetivos. “Em primeiro lugar, termos em 2025 um crescimento económico acima da média da União Europeia, próximo de 2%, e um superavit a rondar os 0,3% e a continuação de uma trajetória de redução do ratio da dívida pública”, afirmou, considerando que “estas metas são atingíveis”. Leia Também: Trabalhadores em ‘lay-off’ caem 26,7% em agosto para 4.718
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