Cientistas do Hospital Fiona Stanley e da Universidade da Austrália Ocidental apresentaram os primeiros resultados de um ensaio clínico em humanos de um novo medicamento que pode revolucionar o tratamento de cicatrizes. O medicamento, conhecido como SNT-6302, foi desenvolvido pela empresa farmacêutica australiana Syntara, e os seus resultados foram publicados na semana passada na revista Science Translational Medicine. A ideia por trás do medicamento é inibir uma enzima chamada lisil oxidase, que, em condições normais, promove ligações cruzadas de colagénio na pele saudável. Mas, ao curar uma lesão, a sobreprodução de lisil oxidase pode causar tecido cicatricial rígido, explica a Popular Mechanics. De acordo com o portal Zapa Aeiou, a ideia por trás do medicamento é inibir uma enzima chamada lisil oxidase, que, em condições normais, promove ligações cruzadas de colagénio na pele saudável. Mas, ao curar uma lesão, a sobreprodução de lisil oxidase pode causar tecido cicatricial rígido.advertisement “As cicatrizes cutâneas continuam a ser um desafio clínico substancial devido ao seu impacto na aparência e bem-estar psicológico“, escreveram os autores do estudo. “As lisil oxidases catalisam a ligação cruzada do colagénio, um factor-chave no desenvolvimento de cicatrizes.” O ensaio, que teve início em 2021, mostrou resultados promissores: os participantes tratados com o creme tópico três vezes por semana durante 90 dias viram uma redução de 66% na atividade da lisil oxidase. Testes de imagiologia posteriores revelaram uma densidade aumentada de vasos sanguíneos microscópicos, que podem ter estado a reestruturar a pele para se assemelhar a tecido sem cicatrizes. Embora este tratamento ainda tenha um longo caminho a percorrer, a sua aplicação é muito menos invasiva do que os métodos actuais para tratar cicatrizes graves, que tipicamente incluem injeções, tratamento a laser ou até cirurgia.

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts