a d v e r t i s e m e n tO Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou nesta terça-feira (23) que o seu país está em negociações com um representante comercial dos Estados Unidos da América (EUA) para reduzir as tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump, depois de dizer aos líderes mundiais que “o comércio está agora a ser usado como uma arma”.
Segundo a Reuters, em Agosto passado, Trump impôs uma tarifa sobre as importações da África do Sul, depois do Governo de Ramaphosa ter feito várias tentativas infrutíferas para garantir um acordo comercial.”
“Queremos que as tarifas que o Presidente Trump pretende aplicar-nos e já começou a aplicar sejam reduzidas”, declarou Ramaphosa ao Conselho de Relações Exteriores, em Nova Iorque.
Em declarações proferidas nesta terça-feira durante a 80.ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, o governante africano comparou o comércio a uma arma: “Os choques geopolíticos e a volatilidade sem precedentes da política comercial estão a desestabilizar a economia global e a comprometer uma fonte crítica de financiamento do desenvolvimento”, afirmou. “Na verdade, o comércio está agora a ser usado como uma arma contra vários países do mundo”, acrescentou.
Ramaphosa destacou ainda que o tratado da Lei de Oportunidades de Crescimento Africano (AGOA) deve continuar – um acordo comercial preferencial que oferece acesso isento de direitos aduaneiros e quotas a milhares de produtos de 32 nações africanas. No ano passado, a AGOA não foi renovada, mas Donald Trump assinou uma lei que prorroga o tratado por mais cinco anos.
O regresso de Trump à Casa Branca em Janeiro lançou ainda mais dúvidas sobre uma prorrogação, devido à sua postura comercial baseada em tarifas.
A África do Sul, a economia mais industrializada do continente, usufruiu da maior parte dos benefícios da AGOA.
Painel