
Investimentos do Alibaba Group em IA impulsionam Ásia. Europa acompanha tendência
As ações asiáticas registaram valorizações na sessão desta quarta-feira, à boleia do otimismo em torno da tecnologia e da inteligência artificial (IA) na região. O Alibaba Group anunciou que vai investir 380 mil milhões de yuans (cerca de 45 mil milhões de euros ao câmbio atual) no desenvolvimento de modelos e infraestruturas de IA ao longo de três anos, para competir com os rivais dos EUA, tendo chegado a subir 7,8%, o valor mais alto em quase quatro anos. Ainda assim, as ações da empresa caem quase 2%.
“As empresas só ganham confiança para investir mais quando a visibilidade dos retornos melhora”, afirmou Vey-Sern Ling, da Union Bancaire Privee, à Bloomberg. “Portanto, quando dizem que estão a aumentar os investimentos em IA, isso indica uma boa procura por parte dos clientes e um bom retorno sobre os investimentos”, explicou.
As ações chinesas do setor de semicondutores aderiram à recuperação depois de o Morgan Stanley ter revisto em alta as expectativas para o setor, ao mesmo tempo que a Huawei Technologies revelou planos para ultrapassar a norte-americana Nvidia em “chips” de IA.
A passagem do tufão Ragasa obrigou a filial internacional dedicada ao ouro da gigante mineira chinesa Zijin Mining a adiar por um dia a entrada em bolsa, que será a segunda maior do mundo em 2025. Com a entrada em bolsa espera obter cerca de 3,2 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros). Será a maior do mundo desde a entrada da CATL, fabricante chinês de baterias para veículos elétricos.
No entanto, as valorizações das bolsas asiáticas foram contidas devido ao banco central dos EUA. O presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, disse ontem não ver um caminho sem riscos na política monetária, mas deu poucas indicações sobre o futuro das taxas de juros, ao mesmo tempo que os dados económicos alimentaram as preocupações sobre a desaceleração do crescimento da maior economia do mundo.
O índice MSCI das ações asiáticas subiu 0,1% e encaminha-se para fechar o melhor mês do último ano. Na China, o Shangai Composite soma 0,74% e o Hang Seng, em Hong Kong, salta mais de 1%. No Japão, o Topix ganha 0,2% e o Nikkei 225 sobe 0,13%, tendo este último chegado a cair 0,5% com dados económicos que mostraram uma quebra acentuada nos pedidos no setor da manufatura. Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 0,54%.
A liderar as perdas na região está a praça australiana S&P/ASX 200, com uma queda de 1%, após um aumento maior que o esperado nos preços ao consumidor em agosto.
Por cá, a sessão europeia deverá arrancar com ganhos, com os futuros do Euro Stoxx 50 a subirem 0,56%.
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