a d v e r t i s e m e n tO Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, anunciou a suspensão das tarifas sobre importações dos Estados Unidos da América (EUA), uma resposta estratégica às recentes taxas aduaneiras impostas pelo Governo norte-americano.
Mnangagwa afirmou no sábado (20) que suspenderá todas as tarifas sobre produtos importados dos EUA, dias depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter imposto tarifas de 18% contra o Zimbabué.
Os principais parceiros comerciais deste país rico em minerais são os Emirados Árabes Unidos, a África do Sul e a China, e as suas exportações limitadas para os EUA consistem principalmente em tabaco e açúcar.
“Vou instruir o Governo zimbabueano a implementar uma suspensão de todas as tarifas impostas sobre produtos norte-americanos”, declarou Emmerson Mnangagwa numa publicação na rede social X. Este anúncio teve como objectivo “facilitar a expansão das importações americanas no mercado do Zimbabué, promovendo simultaneamente o crescimento das exportações do país africano com destino aos EUA”, acrescentou o governante.
O comércio total de bens entre os dois países ascendeu a 111,6 milhões de dólares em 2024, de acordo com dados do Governo norte-americano.
A relação entre o Zimbabué e os EUA tem sido marcada por campanhas de pressão contra o ex-governante Robert Mugabe desde o início dos anos 2000.
Harare tem culpado regularmente as sanções dos EUA pela desastrosa crise económica que aflige o país há mais de duas décadas e afastou-se do Ocidente, fortalecendo os laços económicos com os Emirados Árabes Unidos e a China.
No ano passado, Washington aboliu o antigo programa de sanções, mas impôs medidas específicas a Mnangagwa e outros líderes seniores do Governo do Zimbabué e do partido governante ZANU-PF, alegando violações dos direitos humanos e corrupção.
Mnangagwa destacou na altura que as sanções impostas pelo então Presidente Joe Biden eram “ilegais e injustificadas”.
Fonte: The Zimbabwean
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