a d v e r t i s e m e n tA Coca-Cola Beverages South Africa (CCBSA) planeia cortar até 680 postos de trabalho e fechar algumas fábricas na África do Sul, juntando-se a outras empresas internacionais que estão a reduzir a sua presença no país.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Alimentar e Afins (FAWU, sigla em inglês) informou à SABC News que foi notificado da intenção da empresa de despedir trabalhadores, nos termos da secção 189 da Lei das Relações Laborais. A maioria dos funcionários afectados são trabalhadores da limpeza, representando quase 9% de uma força laboral total de 7,7 mil pessoas.

A CCBSA apontou restrições financeiras como a principal razão para a decisão e anunciou que planeia encerrar fábricas em Bloemfontein e East London como parte de um processo de reestruturação.

O FAWU expressou preocupação com o processo de redução de pessoal, argumentando que oferecer pacotes de indemnização antes de consultas com os sindicatos é ilegal. O sindicato rejeita ainda a justificação da empresa, considerando que os cortes têm mais a ver com “realinhamento do negócio” do que com dificuldades económicas.

O sindicato sublinhou que os trabalhadores de limpeza são essenciais para a produção de alimentos e bebidas e que a sua redução poderá afectar a segurança operacional e a produção. O FAWU prometeu contestar as demissões junto das autoridades competentes.

A directora de comunicação da Coca-Cola, Motshidisi Mokwena, avançou que a empresa está a ajustar-se às mudanças do sector, reconhecendo que isso poderá levar à perda de empregos. A responsável acrescentou que as consultas com os sindicatos e os funcionários afectados já começaram e que o processo será conduzido de forma justa e transparente.

“Iniciámos um processo de consulta com sindicatos e funcionários não sindicalizados que podem ser afectados. A nossa prioridade é apoiar os colegas abrangidos com justiça, transparência e compaixão durante este processo. As consultas estão em andamento e nenhuma decisão final foi tomada”, afirmou Motshidisi Mokwena.

Aumentam as perdas de postos de trabalho na África do Sul

As demissões na Coca-Cola fazem parte de uma onda de cortes de empregos que afecta a economia em dificuldades da África do Sul. A Ford Motor Company South Africa, filial da gigante automóvel norte-americana Ford, prepara-se para cortar 474 postos, enquanto a Goodyear South Africa, subsidiária da fabricante americana de pneus Goodyear, anunciou 900 demissões no início do ano.

A Glencore, uma das maiores empresas de mineração e comercialização de commodities do mundo, emitiu avisos que podem afectar mais de 3000 trabalhadores, agravando a crise do desemprego e o impacto social, já que cada trabalhador sustenta frequentemente vários dependentes.

Fonte: Bussiness Insider Africa

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