advertisemen tUm estudo da Deloitte, consultora internacional, chamado “CFO Survey Moçambique”, revelou que metade dos directores financeiros (CFO, sigla em inglês) das maiores empresas moçambicanas está “optimista” quanto ao futuro, após a violência pós-eleitoral, mas mantém receios sobre a falta de divisas e a desvalorização do metical. De acordo com o estudo, realizado entre Abril e Maio e citado esta quarta-feira (17) pela Lusa, cerca de 50% dos CFO “mostram-se optimistas quanto ao futuro financeiro” das suas empresas, prevendo um crescimento moderado de 2,5% em 2025 e 3,5% em 2026 para Moçambique. O levantamento indica que 71% dos CFO prevêem uma manutenção ou aumento das receitas nos próximos 12 meses, 68% antecipam estabilidade ou crescimento das margens operacionais, e 65% projectam o mesmo nas despesas de capital, reflectindo o sentimento de confiança moderada.advertisement Segundo a Deloitte, os CFO pretendem priorizar estratégias de redução de custos (86%) e digitalização (71%), planeando reduzir despesas operacionais, moderar contratações e investir na transformação digital das suas empresas. O estudo aponta que a maior parte dos CFO prefere financiar investimentos com recursos internos (57%) ou capital próprio (54%), considerando menos atractiva a contratação de empréstimos bancários ou a emissão de dívida obrigacionista. Apesar do optimismo, 84% dos CFO consideram elevado o nível de incerteza financeira e económica, com 79% a afirmar que este não é um bom momento para assumir riscos no balanço. As flutuações cambiais (93%) e os riscos geopolíticos (86%) estão entre as principais preocupações. Muitas empresas têm adoptado medidas preventivas, como planeamento de cenários e avaliações de impacto, para mitigar riscos, garantir sustentabilidade e manter operações estáveis ​​face à instabilidade económica e política. Moçambique viveu quase cinco meses de tensão social após as eleições de 9 de Outubro de 2024, com manifestações, greves e barricadas que provocaram cerca de 400 mortos, destruição e saque de infra-estruturas. Quase mil empresas sofreram impactos económicos superiores a 480 milhões de euros (32,2 mil milhões de meticais) e 17 mil desempregados, segundo a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). O levantamento do organismo indicou que 955 empresas foram afectadas de forma directa, com 51% a sofrerem vandalizações totais e/ou saques de mercadorias. A 23 de Março, o Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se com Venâncio Mondlane, ex-candidato presidencial que não reconheceu os resultados das eleições de 9 de Outubro, comprometendo-se ambos a pôr fim à violência, o que acabou por acontecer.advertisement

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts