advertisemen tA África do Sul concedeu às grandes petrolíferas e comerciantes, incluindo a BP (BP.L) e a Vitol, acesso prolongado ao seu principal centro petroquímico, colocando fim a anos de disputas sobre arrendamentos de curto prazo que ameaçavam o investimento e a segurança do abastecimento, informou o órgão nacional de combustíveis. De acordo com a Reuters, a ministra dos Transportes, Barbara Creecy, prorrogou os contratos de arrendamento no Island View Precinct (pólo petroquímico localizado no porto de Durban) a pedido da Associação da Indústria de Combustíveis. A governante recorreu à Secção 79 da Lei da Autoridade Portuária Nacional, que lhe permitiu contornar os procedimentos normais no interesse do país. Cerca de 70% das importações de combustível naquele país passam pelo Island View Precinct, que faz parte do porto de Durban, na costa leste, e funciona como o principal centro de armazenamento e abastecimento. “A carta da Secção 79 foi enviada aos nossos membros… É a nosso favor. Lembrem-se que queríamos um contrato de longo prazo, e foi isso que conseguimos”, afirmou Fani Tshifularo, director-executivo da Associação da Indústria de Combustíveis. Um porta-voz da BP salientou que a aprovação foi concedida à Sapref Pty Ltd, uma entidade detida em conjunto com a Shell e focada, desde 2022, na importação de combustível no terminal marítimo de Island View, após este ter encerrado o seu negócio de refinação e, subsequentemente, vendido, a fábrica ao Fundo Central de Energia, propriedade do Estado. A Engen, da qual a Vitol é accionista maioritária, afirmou que a ministra concordou com as condições, mas não deu mais detalhes. “Para os meus membros, sei que há negociações de arrendamento de 25 anos que vão começar com a Autoridade Portuária Nacional Transnet”, acrescentou Tshifularo. Um porta-voz do Ministério dos Transportes sublinhou que os detalhes da carta não podiam ser divulgados e que um comunicado seria emitido no momento oportuno. O Fundo Central de Energia não respondeu a perguntas sobre o seu próprio pedido separado ao abrigo da Secção 79, nem sobre como a decisão da ministra poderia afectar os planos para reactivar a refinaria Sapref, danificada pelas inundações, e impulsionar a sua divisão de comércio de petróleo, ambas lideradas pela empresa petrolífera nacional SANPC, uma subsidiária do fundo.
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