A Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou que a Central Hidroeléctrica de Chicamba, na província Manica, Centro do País, reduziu a sua capacidade de produção de electricidade de 44 para 20 megawatts devido à poluição do reservatório da barragem. O anúncio, feito durante a visita de trabalho do secretário de Estado da província de Manica, Lourenço Lindonde, a Chicamba no sábado (13), surge na sequência da suspensão temporária das actividades mineiras após denúncias da população local, que se tem queixado da poluição ambiental, nomeadamente da contaminação dos rios causada pela mineração artesanal. A poluição está também a afectar importantes fontes de água potável, como o rio Revue e o reservatório de Chicamba, causando graves problemas de saúde pública. A situação já está a ter um impacto negativo no fornecimento de electricidade. Confrontada com este problema, a EDM foi obrigada a realizar uma manutenção semanal nas turbinas, o que levou a restrições no fornecimento de energia. No entanto, a Administração Regional Central das Águas (AdRC), responsável pela distribuição de água em Manica, afirma que, apesar da coloração causada pela poluição dos rios que desaguam no reservatório de Chicamba, a água é potável e não representa qualquer perigo para a saúde pública. De acordo com o técnico da AdRC, Merito Mariano Ofinar, embora a água esteja turva, ela foi devidamente tratada e é segura para consumo humano. “Não representa nenhum perigo, porque o que mais importa não é a sua cor. É importante que as pessoas saibam que a água foi tratada e é segura para beber. Ela atende aos padrões aceitáveis e não representa uma ameaça à vida humana”, frisou o responsável. Ofinar mencionou que há quantidades suficientes de produtos químicos para o tratamento da água, a fim de garantir a segurança do público. “A água fornecida à população é tratada a cada hora”, acrescentou. Por sua vez, Lindonde apelou às comunidades para que estejam “cientes da onda de desinformação. É verdade que a água que sai da barragem ainda não é potável. Mas, após ser tratada pela AdRC, pode ser consumida sem qualquer perigo.” Fonte: Agência de Informação de Moçambique
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