advertisemen tO Banco de Reserva do Zimbabué (RBZ, na sigla inglesa) garantiu que o sistema bancário do país continua estável e assegurou ao público que não haverá perda de valor após a transição para uma moeda única local, prevista para depois de 2030. Os zimbabueanos ainda recordam 2008, ano em que a inflação atingiu níveis recorde e destruiu poupanças. Para evitar repetir essa situação, o Governo tem implementado várias medidas, incluindo a introdução de uma moeda local lastreada em ouro. O banco central explicou que a nova moeda já ajudou a estabilizar a taxa de câmbio e a reduzir a inflação. Além disso, sublinhou que o plano de transição do actual regime multimoeda, dominado pelo dólar americano, garantirá a continuidade dos negócios após a desdolarização. O vice-governador do RBZ, Innocent Matshe, afirmou na Cimeira Old Mutual Zimbabwe Better Future 2025 que “não haverá perda de valor monetário ou patrimonial após 2030”, destacando que todos os bancos estão devidamente capitalizados. “Todos os contratos em moedas estrangeiras, como o dólar americano, serão liquidados nessas moedas, enquanto os contratos locais serão pagos na moeda nacional. Os bancos têm actualmente um rácio de capital acima do exigido, garantindo capacidade para cumprir as suas obrigações”, acrescentou o vice-governador do RBZ. O Zimbabué funciona actualmente sob um regime multimoeda, composto sobretudo pelo dólar americano e pelo Zimbabwe Gold (ZiG), válido até 2030. Até lá, o país pretende consolidar bases económicas sólidas para sustentar uma moeda doméstica estável. O país adoptou oficialmente o sistema multimoeda em 2009, após a hiperinflação ter destruído o valor do antigo dólar do Zimbabué. Innocent Matshe reiterou o compromisso do RBZ em “facilitar os pagamentos e garantir que o sistema bancário funcione sem problemas”. Fonte: The Herald
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