O Banco de Cabo Verde (BCV) anunciou nesta quarta-feira (11) a criação de um programa de assistência de emergência destinado a famílias, empresas e outras entidades afectadas pela tempestade que provocou nove mortos em São Vicente e causou estragos noutros dois municípios. “O BCV decidiu criar um Programa de Assistência de Emergência (PAE) com o objectivo de estimular a concessão de crédito, em condições especiais, às famílias, às empresas e às demais entidades particularmente afectadas pela tempestade que atingiu o país a 11 de Agosto, especialmente nas ilhas de São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e São Nicolau”, lê-se no comunicado do banco. O programa prevê a disponibilização de uma linha de financiamento a taxas de juro reduzidas, até 90,7 milhões de euros, com maturidade de até cinco anos.advertisement A operação concretiza-se através da subscrição, pelas instituições aderentes, de instrumentos financeiros do banco central. Podem aderir ao programa os bancos participantes no Mercado de Operações de Intervenção (MOI) e as instituições de microfinanças, que poderão fazê-lo directa ou indirectamente através dos bancos, desde que cumpram os requisitos definidos pelo BCV. A medida temporária visa estimular a concessão de crédito às famílias, empresas e outras entidades afectadas, incluindo as indirectamente atingidas, devido a relações comerciais com empresários ou empresas sediadas nas ilhas e concelhos devastados. “As instituições que aderirem ao programa ficam obrigadas a utilizar os fundos recebidos exclusivamente para a finalidade definida no programa”, sublinhou. O regulamento que define as condições de adesão ao PAE será publicado em breve. As cheias de 11 de Agosto inundaram bairros, destruíram estradas, pontes e estabelecimentos comerciais, afectaram o abastecimento de energia e provocaram nove mortos, havendo ainda duas pessoas desaparecidas. O Governo declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Santo Antão e nos dois concelhos de São Nicolau, aprovando um plano de resposta com apoios de emergência às famílias e actividades económicas, através de linhas de crédito bonificadas e verbas a fundo perdido, financiadas pelo Fundo Nacional de Emergência e pelo Fundo Soberano de Emergência. Fonte: Lusa

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts