advertisemen tA presidente da Confederação Africana de Marketing (CAM), Helen McEntee-Carlisle, anunciou que a economia digital africana está projectada para atingir 712 mil milhões de dólares até 2050. A declaração foi feita durante a 3.ª Edição do Fórum de Comunicação, Marketing e Relações Públicas (COMARP 2025), que decorreu esta quinta-feira (11), em Maputo, capital de Moçambique. Na sua intervenção, Helen McEntee-Carlisle sublinhou o enorme potencial que este crescimento representa para o continente africano, referindo ainda que o desenvolvimento da economia digital oferece uma plataforma poderosa para envolver os cidadãos e promover produtos e serviços locais. Segundo a presidente, este avanço representa uma oportunidade estratégica para impulsionar a visibilidade das marcas africanas e consolidar a sua presença nos mercados internacionais. A líder da CAM destacou também o papel essencial da comunicação neste processo de transformação. Para Helen McEntee-Carlisle, “é através da comunicação que construímos confiança, moldamos percepções e inspiramos acções”. No entanto, alertou que a comunicação, por si só, não é suficiente — é necessário que esteja aliada a uma estratégia de marketing bem estruturada. “O marketing transformou a comunicação em movimento”, afirmou, realçando o impacto crescente do marketing digital no continente. Com o crescimento contínuo do marketing digital, África começa a posicionar-se como um dos principais pólos de inovação. A responsável explicou que esta evolução tem permitido que pequenas marcas locais se expandam, alcançando níveis de competitividade internacional. No entanto, frisou que este progresso só será sustentável se for sustentado por um esforço colectivo e colaborativo entre os países africanos. Nesse sentido, Helen McEntee-Carlisle apelou a uma abordagem mais integrada e unificada para o desenvolvimento do marketing africano. Defendeu que o continente deve deixar de celebrar apenas histórias de sucesso isoladas, para passar a construir uma marca colectiva africana, capaz de reflectir os valores de inovação, resiliência e sustentabilidade. Uma marca comum poderá reforçar a posição estratégica de África no panorama económico global. A construção desta identidade colectiva, embora desafiante, é vista como essencial para consolidar o papel do continente no futuro económico mundial. Para a presidente da CAM, esta narrativa de crescimento deve ser protagonizada pelos próprios africanos — por aqueles que vivem, constroem e acreditam no potencial do continente. “A história do crescimento de África não será escrita a partir de fora. Será contada por quem a vive”, afirmou com convicção. No encerramento do seu discurso, a responsável destacou que as ferramentas de comunicação e marketing devem ser utilizadas não apenas como instrumentos comerciais, mas também como meios de inspiração e transformação social. Texto: Florença Nhabinde

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