A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) manteve nesta quinta-feira (11) inalteradas as suas previsões de crescimento anual da procura mundial de petróleo bruto, estimadas em 1,29 milhão de barris por dia (bpd) em 2025 e 1,38 milhão de bpd em 2026.

Ao mesmo tempo, a OPEP destacou a solidez da economia global, que prevê crescer 3% este ano e 3,1% no próximo.

“A economia mundial manteve a trajectória de crescimento estável, apoiada pelo forte impulso observado no primeiro semestre de 2025”, afirmou, no relatório mensal divulgado em Viena, Áustria.

De acordo com os cálculos do grupo, o consumo mundial de petróleo bruto ficará numa média de 105,14 milhões de bpd em 2025 e 106,52 milhões de bpd em 2026, os mesmos números das suas estimativas de Agosto.

O consumo de petróleo nos países industrializados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) crescerá cerca de 0,1 milhão de bpd em 2025 e 0,2 milhão de bpd em 2026, enquanto nas economias emergentes, como a China, a Índia e o resto da Ásia à frente, o aumento ultrapassará 1,1 milhão de bpd em 2025 e 1,2 milhão de bpd no ano seguinte.

No plano económico, a OPEP também manteve inalteradas as suas projecções: os Estados Unidos da América (EUA) crescerão 1,8% em 2025 e 2,1% em 2026; a Zona Euro, 1,2% em ambos os anos; o Japão, cerca de 1%; a China, 4,8% e 4,5%; e a Índia liderará com 6,5% em cada exercício.

A organização indicou ainda que a oferta de petróleo proveniente das nações fora da aliança da OPEP+ aumentará 0,8 milhão de bpd em 2025 e 0,6 milhão de bpd em 2026, com os EUA, Brasil, Canadá e Argentina como principais responsáveis.

A OPEP mantém assim, no seu relatório mensal, a sua visão optimista sobre a evolução do mercado mundial do ouro negro, com a qual defendeu os aumentos de produção que tem vindo a aplicar desde Abril para reverter os cortes voluntários que adoptou em 2023.

No domingo passado (7), a aliança OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, selou um novo aumento da produção de petróleo bruto para Outubro, de 137 mil bpd, um aumento menor do que o aplicado nos meses anteriores.

Em Agosto, os 22 países da aliança produziram, juntos, 42,4 milhões de barris por dia – cerca de 40% da produção mundial de petróleo bruto

Este será o sétimo aumento desde Abril, quando aumentaram a produção em 137 mil bpd. Depois, surpreenderam ao triplicar o aumento mensal até 411,00 bpd em Maio, Junho e Julho, para voltar a acelerá-lo em Agosto e Setembro 548 mil bpd.

No entanto, o aumento real nos últimos meses foi menor do que o acordado. Em Agosto, os 22 países da aliança produziram, juntos, 42,4 milhões de bpd – cerca de 40% da produção mundial de petróleo bruto, mais 509 mil bpd do que em Julho, de acordo com estimativas de fontes secundárias, ou seja, de institutos independentes publicados no relatório.

A visão da OPEP contrasta com a da Agência Internacional de Energia (AIE), que alerta que, após o recorde de produção alcançado em Agosto e o novo aumento da oferta decidido pela OPEP para Outubro, o crescimento previsto das reservas é insustentável.

No seu relatório mensal também publicado nesta quinta-feira, a AIE calcula que, no segundo semestre, as reservas mundiais aumentarão em média 2,5 milhões de barris por dia, uma vez que a oferta excede amplamente a procura.

Fonte: Lusa

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts