Um grupo de 41 jovens moçambicanos, de todas as províncias do País, vai frequentar cursos de nível médio técnico-profissional em Portugal, com bolsas de estudo parciais na Escola Profissional Agrícola de Carvalhais e Escola Profissional de Artes da Covilhã, noticiou a Agência de Informação de Moçambique, nesta quinta-feira, 11 de Setembro. As bolsas são fruto da cooperação entre Moçambique e Portugal. Os cursos incluem turismo, cozinha, pastelaria, enologia, restaurante, bar, comunicação e marketing e outras áreas complementares, no ano lectivo 2025-26. O secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar, falando na cerimónia de despedida dos estudantes, nesta quinta-feira, em Maputo, sublinhou a pertinência dos jovens frequentarem as áreas de formação em causa. “O sistema turístico no nosso país debate-se com vários desafios, um dos quais a falta de qualificação de capital humano. Este défice tem como consequências a fraca competitividade de Moçambique como destino turístico, apesar do seu forte potencial. Por isso, o País já trabalha para assegurar formação especializada”, afirmou Fredson Bacar. “O Instituto Nacional do Turismo (INATUR), procurando responder aos desafios impostos ao sector do turismo na perspectiva de capital humano, desde 2012, tem procurado sinergias junto de entidades especializadas em qualificações em turismo e hospitalidade e áreas complementares no exterior, concretamente em Portugal, que culminaram com a atribuição de um total de 71 bolsas de estudo até à presente data”, acrescentou. Bacar destacou também estar à procura de parcerias capazes de impulsionar o segmento do turismo e hotelaria através de acções que visam qualificar o capital humano em todos os níveis e dimensões. Assim, os 41 jovens que irão para Portugal juntar-se-ão a outros que estão a receber formação naquele país desde 2023 e, a partir de 2026, terão garantido o acesso ao ensino superior. Assim, o responsável incentivou os bolsistas a se dedicarem e aproveitarem a oportunidade de formação oferecida, no sentido de também obterem boas notas e mais oportunidades. Por sua vez, os jovens bolseiros sublinharam que a oportunidade de se formarem em Portugal representa a confiança que lhes é atribuída para contribuírem para o desenvolvimento de Moçambique. “Esta oportunidade não é apenas a realização de um sonho individual, mas sim a expressão da confiança que o nosso País deposita em nós, para que possamos regressar mais capacitados, e contribuir para o fortalecimento e modernização do sector do turismo e da economia nacional”, afirmaram.
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