O Governo anunciou a retirada da gestão de três estradas na província de Gaza à empresa pública Rede Viária de Moçambique (REVIMO). A decisão foi comunicada pelo porta-voz do Executivo e ministro da Administração Estatal, Inocêncio Impissa, que explicou que os contratos deixaram de ser viáveis devido às perdas acumuladas. As vias em causa ligam Bilene a Macia, Macia a Chókwè e Chókwè a Macarretane, num total de 117,7 quilómetros. Apesar da cobrança de portagens, a REVIMO não conseguiu arrecadar receitas suficientes para cobrir os custos operacionais, uma vez que o volume de tráfego ficou muito abaixo das previsões iniciais. “O baixo nível de tráfego e, consequentemente, de receitas, aliado aos elevados custos operacionais, contradiz as projecções feitas aquando da assinatura do contrato”, declarou Impissa. O Governo autorizou os Ministérios dos Transportes e das Finanças a criarem uma comissão para avaliar novas formas de gestão das infra-estruturas e garantir a continuidade da manutenção das estradas. A REVIMO tinha assumido a gestão destas estradas em Julho de 2021, sem concurso público, num contrato com duração prevista de 20 anos. Na mesma conferência de imprensa, o porta-voz revelou ainda dados preocupantes sobre a sinistralidade rodoviária. Entre Janeiro e Agosto de 2025 registaram-se 430 acidentes de viação, contra 410 no mesmo período do ano anterior. O número de vítimas mortais subiu de 504 para 575, o que representa um aumento de 14%. “Estamos perante um desafio sério em matéria de segurança rodoviária”, sublinhou Impissa, acrescentando que Moçambique regista actualmente uma taxa de 30,1 mortes em acidentes de trânsito por cada 100 mil habitantes. Fonte: O Paísa dvertisement
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