
Índices asiáticos fecham em alta com impulso das tecnológicas. Futuros europeus avançam
Os índices asiáticos fecharam a sessão a valorizar, à medida que as ações de tecnologia voltaram a impulsionar os ganhos, assim como as expectativas de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana reduza as taxas de juros para conter a desaceleração sentida no mercado de trabalho. O índice MSCI Ásia-Pacífico está agora a negociar a menos de 2% do seu último recorde estabelecido em 2021. Os futuros europeus apontam para uma abertura em alta, com o Eurostoxx 50 a avançar 0,30%.
Entre os principais índices chineses, o Shanghai Composite subiu 0,35%. Já o Hang Seng de Hong Kong ganhou 1,30%. Pelo Japão, o Nikkei valorizou 0,78% e o Topix subiu 0,61%. As ações na Coreia do Sul estavam a caminho de um fecho recorde, com o Kospi da Coreia do Sul a subir mais de 1,60% e a fechar perto de máximos históricos.
As cotadas do setor tecnológico, incluindo a Taiwan Semiconductor Manufacturing (+2,08%) e a Tencent Holdings (+1,81%), lideraram os ganhos depois de as ações da Oracle terem atingido um novo recorde, após a empresa ter divulgado previsões positivas para o seu negócio de “cloud”.
Pela Coreia do Sul, a Samsung (+1,68%) e a SK Hynix (+5,47%) impulsionaram o principal índice do país. O Kospi já subiu mais de 38% até agora este ano.
Na China, os preços sobre o consumidor caíram 0,4% em agosto, em termos homólogos, após permanecerem estáveis no mês anterior. Esta foi a quinta vez que se registou uma pressão deflacionária sobre os preços este ano, à medida que a segunda maior economia mundial apresenta sinais de desaceleração.
Os investidores estarão agora atentos à possibilidade de uma ação conjunta dos EUA e da União Europeia para pressionar a Rússia a participar nas negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia. O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que está preparado para se juntar ao bloco para impor novas tarifas abrangentes à China e à Índia — principais compradores de petróleo russo — e também afirmou que planeia discutir a relação comercial entre Washington e Nova Deli com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi “nas próximas semanas”.
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