A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reuniu-se esta quinta-feira, 4 de Setembro, com a presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, num encontro de cortesia realizado na sede do Parlamento, em Maputo. A delegação foi liderada pelo presidente da CTA, Álvaro Massingue, e teve como objectivo apresentar oficialmente os novos membros da direcção da agremiação. De acordo com o vice-presidente da CTA, Honório Manuel, a audiência visou também partilhar a visão da organização sobre o ambiente de negócios no país. “Sentíamos a necessidade de nos apresentarmos a este órgão de soberania, que consideramos fundamental para as reformas que julgamos imprescindíveis para dinamizar o ambiente de negócios em Moçambique”, afirmou. O encontro decorreu num ambiente descrito como cordial e produtivo, tendo as propostas da CTA sido bem acolhidas pela presidente da Assembleia da República. Durante a reunião, foram apresentadas ideias centradas em reformas fiscais, comunitárias e administrativas com o propósito de eliminar obstáculos que afectam o sector empresarial. Segundo Honório Manuel, a CTA acredita que o desenvolvimento sustentável de Moçambique depende da realização de reformas estruturais que aumentem a produtividade e a competitividade. Entre as propostas, destaca-se a necessidade de rever a política tributária com base em análises comparativas a nível regional, continental e global. “Se analisarmos o nosso quadro fiscal, verificamos que não é dos mais favoráveis. Um número reduzido de empresas suporta uma carga tributária elevada”, alertou o vice-presidente da CTA, defendendo que a reforma fiscal pode ampliar a base tributária e aumentar a arrecadação de impostos com mais empresas a produzir e contribuir. A CTA reforçou ainda a importância do diálogo com os órgãos de soberania para garantir a implementação eficaz das reformas necessárias ao fortalecimento do sector empresarial. A organização acredita que este tipo de articulação é crucial para remover barreiras que travam o crescimento económico. Honório Manuel destacou também a forte participação das empresas registada na 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), classificando o evento como “dinâmico” e promissor em termos de perspectivas de negócios. A CTA vê nesta adesão um sinal positivo para o futuro do ambiente empresarial moçambicano. Fonte: O Paísa dvertisement

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