advertisemen tA Federação Internacional da Cruz Vermelha já garantiu 1,8 milhão de euros através de um apelo lançado para apoiar Cabo Verde, após a tempestade de Agosto que provocou nove mortos, noticiou a Lusa. “Estamos a mobilizar os recursos. Até ao momento, Portugal, Espanha, Estados Unidos da América, Japão, Luxemburgo, Noruega e Suíça já contribuíram e já temos cerca de 1,8 milhão de euros para Cabo Verde”, anunciou Alexandre Caludon, chefe do Cluster de Dacar da Federação Internacional da Cruz Vermelha, durante a apresentação do fundo e das estratégias de resposta na ilha de São Vicente. O responsável sublinhou que a instituição pretende fazer ainda mais para apoiar a recuperação, de acordo com as necessidades das autoridades cabo-verdianas. O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, que termina nesta quarta-feira (3) uma visita de três dias a São Vicente, agradeceu a boa parceria com a Cruz Vermelha e a solidariedade internacional. “Juntos iremos vencer e regressar à normalidade em São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, estas duas últimas com menor impacto, mas também incluídas neste esforço”, afirmou o governante. A Cruz Vermelha cabo-verdiana lançou também uma campanha nacional de recolha de bens e fundos para apoiar as populações de São Vicente e de Santo Antão. Cinco especialistas da Cruz Vermelha Internacional estão já em São Vicente para reforçar a resposta. A tempestade de 11 de Agosto em São Vicente provocou nove mortos e dois desaparecidos, bairros inundados e estragos em estradas, casas, pontes e estabelecimentos comerciais, além de cortes de energia e arrastamento de veículos e de outros bens para o mar. Na sequência do sucedido, o Governo declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos dois concelhos de São Nicolau, e aprovou um plano de resposta com apoios de emergência às famílias e às actividades económicas, incluindo linhas de crédito bonificadas e subvenções a fundo perdido. Para financiar as medidas, estão a ser mobilizados recursos do Fundo Nacional de Emergência e do Fundo Soberano de Emergência, criado em 2019 para responder a catástrofes naturais e choques extremos.
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