Malawi recebeu, esta terça-feira, o primeiro lote de boletins de voto para a eleição geral do próximo dia 16 de Setembro. A recepção das remessas de acordo com a Comissão Eleitoral, está a ser feita por fases devido à grande quantidade de materiais necessários para este escrutínio. O segundo lote dos boletins de voto, poderá chegar no país esta quinta-feira para o dia seguinte, ou seja, sexta-feira, receber a última quantidade. A presidente da Comissão Eleitoral do Malawi, garantiu que o órgão está a trabalhar dentro do seu calendário para assegurar que todos os materiais eleitorais sejam entregues dentro do prazo estabelecido. Annabel Mtalimanja, deu a conhecer que todo o material a ser usado nas Assembleias de Voto, será enviado para os respectivos centros até 15 de Setembro, portanto, um dia antes da eleição. Presenciaram o acto da chegada deste primeiro lote de boletins de voto, a Comissão Eleitoral, mandatários dos partidos políticos, observadores nacionais e internacionais, membros do governo, Forças de Defesa e Segurança, entre outros. Entretanto, o Tribunal Superior do Malawi suspendeu a intimação do Gabinete Central de Combate à Corrupção, ao vice-presidente do país, Michael Usi para responder em 24 horas a um interrogatório e apresentar provas documentadas sobre as alegações de corrupção de altos quadros do governo que ele vem fazendo durante sua campanha eleitoral. A ordem do tribunal ocorre após Usi ter recorrido àquela instância judicial, solicitando uma revisão contra a decisão do director-geral do Gabinete Central de Combate à Corrupção, Hilary Chilomba. Ao proferir a decisão, o juiz da Suprema Corte Redson Kapindu observou que, embora o Gabinete Central de Combate à Corrupção tenha autoridade para investigar tais actos, não deve agir como se a alegação feita pelo vice-presidente tivesse causado uma emergência nacional que precisasse ser resolvida dentro de 24 horas. O Tribunal ordenou igualmente que nem o gabinete central de combate à corrupção ou qualquer outra agência de aplicação da lei, devem amordaçar o vice-presidente durante este período eleitoral a se expressar sobre o assunto por meio de ameaças de estar a cometer um crime. (RM Blantyre)

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