O Instituto Nacional de Governo Electrónico (INAGE) está a reforçar a capacidade técnico-operacional das instituições públicas da Administração e da Academia, com vista a prevenir e responder de forma eficaz aos incidentes de segurança cibernética registados no País, informou esta terça-feira, 2 de Agosto, a Agência de Informação de Moçambique. A informação foi avançada pela inspectora-geral das Comunicações e Transformação Digital, Igna Macule, na cerimónia de abertura do workshop sobre o fortalecimento do Centro de Operações de Segurança (SOC) e da Equipa de Resposta a Incidentes de Segurança Informática (CSIRT) do Governo e da Academia. Segundo a responsável, as iniciativas surgem em resposta ao “aumento considerável de ataques cibernéticos registados nos últimos anos” em Moçambique, tendo sublinhado ainda que o Governo tem desenvolvido esforços apoiados em instrumentos jurídicos e estratégicos, entre os quais a Lei das Transações Electrónicas (Lei nº 13/2017, de 9 de Janeiro), que estabelece as bases para operações digitais seguras. “Temos acompanhado, nos últimos anos, o aumento considerável de ataques cibernéticos no País, ao que o Governo responde com acções claras, investindo, cooperando e reforçando as nossas capacidades de defesa do espaço cibernético”, referiu. Para Igna Macule, a segurança digital é um desafio global que ultrapassa a tecnologia e está directamente ligada a direitos humanos, confiança e qualidade de vida. “Uma sociedade digital segura permite que cada cidadão aceda aos serviços públicos digitais com confiança, utilize plataformas digitais para educação, saúde e negócios, sem receio de fraude, e confie que os seus dados pessoais estão protegidos”, destacou. O Governo tem igualmente promovido campanhas de consciencialização sobre segurança da informação, assim como estabelecido CSIRT governamentais e académicos para proteger infra-estruturas de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), coordenar respostas a ataques cibernéticos e criar competências técnicas nas instituições públicas e de ensino. Por seu turno, o director-adjunto do INAGE, Sérgio Mapsanganhe, realçou o papel do Banco Mundial na implementação da política e estratégia nacional de cibersegurança. “Dentro deste apoio, várias instituições beneficiárias, incluindo o INAGE, desenvolvem actividades específicas para desenhar o CICERT e o SOC do Governo”, explicou.
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