a d v e r t i s e m e n tO Reino Unido revelou uma parceria de 5,8 milhões de dólares com a Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA) para melhorar o comércio agrícola e fortalecer os sistemas alimentares em todo o continente.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (1) por Collins of Highbury, ministro do Reino Unido para a África no Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Commonwealth e do Desenvolvimento (FCDO), durante o Fórum Africano sobre Sistemas Alimentares em Dacar, Senegal.
Segundo o governante, a iniciativa apoiará a Declaração de Kampal – que destaca a necessidade urgente de renovar esforços para desenvolver sistemas agro-alimentares resilientes – e libertará o potencial do sector agro-industrial africano.
“Sabemos que a agricultura continua a receber pouco investimento, apesar de empregar mais de metade da força de trabalho africana e representar quase 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente. Com um mercado alimentar global no valor de 7 biliões de dólares, isto representa uma oportunidade para as empresas agrícolas africanas”, afirmou Collins of Highbury.
A agricultura tem sido, desde há muito, uma pedra angular das economias africanas, mas o seu potencial de crescimento continua a ser limitado pela reduzida valorização, tecnologia inadequada e infra-estruturas frágeis.
Líderes apelam à auto-suficiência agrícola
Reconhecendo este potencial inexplorado, o Presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye, ao discursar no Fórum Africano sobre Sistemas Alimentares, em Dacar, destacou que o continente tem capacidade para ajudar a alimentar o mundo, salientando que os jovens devem estar no centro da transformação agrícola.
Faye exortou o continente a procurar ser auto-suficente em segurança alimentar através de investimentos maciços em gestão de água, inovação, processamento local e comércio intra-africano.
Ecoando esse apelo, o Presidente ruandês Paul Kagame salientou que África “não pode continuar a depender do resto do mundo quando temos tudo, quando o nosso povo sabe o que fazer, quando não falta realmente nada.”
“Precisamos de passar da conversa para a acção. Os jovens também devem mobilizar-se e corresponder às suas exigências com iniciativas concretas”, acrescentou Kagame.
Fonte: Business Insider Africa
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